Escolhas de André Jardine complicam sua carreira e o ano do São Paulo - Resenha da Bola

Escolhas de André Jardine complicam sua carreira e o ano do São Paulo



 

A verdade é que André Jardine está perdido e quer implementar conceitos que não estão em condições de serem implementamos. São Paulo precisa de imediatismo, não de mudança de postura em campo. Tem que ganhar jogos grandes e voltar a figuras entre os melhores.

Exemplo claro, qualquer um que acompanhou dois jogos do treinador saberia que ele trocaria Nenê por Diego Souza. Inclusive o técnico do Talleres. Era tão previsível, que demorou menos de três minutos para o argentino reagir com uma nova substituição como resposta.  Nitidamente Juan Pablo Vojvoda estudou o São Paulo. E tem mais, “as convicções” por ter respaldo da diretoria – ou de um Raí ainda mais perdido do que o jovem treinador –  estão minando o Tricolor. Muitos podem até questionar, mas é óbvio ululante que Hudson joga por dois. Foi expulso porque estava na função do Jucilei. Cobrindo um jogador nulo que não encaixa em nada do que Jardine diz pregar. Então porque é titular? Seria medo de barrar um medalhão?

Na cabeça de Jardine, Hudson disputa posição com Liziero. Um total devaneio, até pela menor técnica e maior pegada e disposição que o camisa 25 entrega nas quatro linhas. Peguem o Hudson no Cruzeiro em 2017. Ache quando ele atuou como segundo volante. Hudson não tem um primor de qualidade. Ele é meio de campo mordedor. Ele disputa com Jucilei. Logo, os dois juntos. Diferença é que o Hudson se sacrifica. Jucilei não tem nem se esforçado.

Tem mais, Jardine poderia fazer três alterações. Era jogo decisivo, perdendo, ele só fez “uma”.  A previsível. Porque a troca de Hernanes por Willian Farias nem merece ser comentada. Biro Biro contratado. Se é bom ou não é outra história. Mas é rápido. Em um jogo desse vc precisava de velocidade, porque não colocou? Porque não Helinho, que foi titular em todos os jogos utilizados de forma laboral, segundo ele, no Paulista e na Flórida Cup?

Tudo que aconteceu no jogo foi previsível. Não precisa ser treinador para ver as falhas. Talleres tem qualidade nenhuma, mas chutava de fora da área. Me diz porque o São Paulo insiste em uma falsa posse de bola ao invés de tentar o arremate? Eles fizeram dois gols assim. Desde o primeiro tempo estava desenhado o jogo. Agora se sentado em frente ao sofá o torcedor pode ver isso, acho um ultraje Jardine à beira do campo não ver. O Tricolor deve ser eliminado, mas no Morumbi tem obrigação de finalizar mais de 20 vezes e não cruzar 61 bolas, como foi naquele jogo patético contra o Guarani.

Outra questão que beira a falta de comando: Pablo é centroavante, mas marca a saída pelas laterais, basta ver que ele sequer faz a função que foi contratado. Ele não aparece. Jardine fala de um volante de infiltração para quebrar as entrelinhas, mas na cabeça dele esse volante seria Hudson ou Liziero. Hudson é de extrema contenção, com nenhuma qualidade na saída de bola, diga-se de passagem.

Tiago Volpi e outro que não explicação nenhuma ser titular. Goleiro inseguro. Tanto que vive pregado na pequena área. Não sei se é bom ou ruim, mas que confiança dele está abaixo de zero é nítida. Jean foi caro e pouco joga. São escolhas erradas. Nenê de ponta sequer merecia ser citado aqui.

Se o treinador não tem culpa não sei mais o que é futebol. São erros primários, como Helinho titular em todos os jogos – algo inclusive sem o menor cabimento – e sequer entrar na Argentina.

Jardine pode ser bom no futuro, mas que o início dele beira ao ridículo isso é fato. A verdade é que não dá s[o para culpar o treinador. Ele é bode expiatório. Está faltando pensamento grande para a diretoria. É preciso um treinador de peso qu chegue para sacudir o time. Afinal, alguém tem dúvidas que o elenco, mesmo com carências, é capacitado? Inclusive para apresentar um futebol extremamente melhor do que o patético até aqui com Jardine.

É só analisar de forma direta e simples. Desde os títulos com Muricy Ramalho, e o lampejo de 2012 com Ney Franco, quem foram os treinadores que tiveram êxito após a passagem pelo Tricolor paulista? Os gringos ainda foram os que se saíram melhores, indo para seleções nacionais, como foram os casos de Osório e Bauza.

Jardine não é o principal culpado. É um dos principais por escolhas equivocadas e até certo ponto medrosas. Nitidamente não consegue se impor diante dos medalhões. Uma pena, sua carreira que pode ser boa no futuro, começa com muitos passos atrás. E com falhas que podem custar um ano inteiro ao São Paulo. Leco e Raí também são culpados. Todos eles merecem ser cobrados. Sem exceção.



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