Impressões de Fluminense 0 x 1 Vasco: Vedetismo de subdesenvolvido - Prorrogação

Impressões de Fluminense 0 x 1 Vasco: Vedetismo de subdesenvolvido



Ramon, um segundo antes de desferir o petardo que deu a vitória ao Vasco sobre o Fluminense, sábado, no Maracanã. Crédito: Paulo Fernandes/site oficial do Vasco

Amigo leitor, seja bem-vindo! Essa é a primeira postagem do Blog Prorrogação. Nesse espaço, proponho a vocês uma visão crítica dos assuntos. Vou procurar sair do óbvio e, espero, com sinceridade, que possamos mais discordar do que concordar. Isso mesmo, vamos abrir a mente! Vamos tentar entender a visão um do outro. Assim, espero a participação ativa de vocês!

E para começo de conversa, vamos falar do clássico entre  Fluminense e Vasco, disputado no último sábado, no Maracanã, e vencido pelos cruz-maltinos por 1 a 0. Nada de análise do jogo, tática e se o resultado foi merecido ou não. O que mais me chamou a atenção, foi a postura do time vascaíno. Que mudança para os outros jogos! Tudo bem, é normal que uma troca no comando técnico gere uma excitação nos jogadores. Mas a diferença foi colossal. Que a relação entre o ex-técnico Milton Mendes e o grupo era ruim, todo mundo já sabia, apesar da negativa do próprio Milton. Mas, será que, realmente, o jogador acha que fazer corpo mole só traz prejuízo a quem ele quer “derrubar”? Acho que não.

Não consigo ver esse tipo de postura nos times estrangeiros, principalmente os da Europa. Por lá, existe mais profissionalismo. Não é perfeito, em nenhum lugar é. Mas, o respeito pela instituição e pela hierarquia são maiores. Aqui no futebol brasileiro, ficamos reféns dos jogadores. Veja, mais precisamente, o caso do meia Nenê. Se o Vasco não dependesse tanto dele, já deveria ter mandado o jogador direto para o RH. É aquela história, ruim com ele, pior sem ele!

No Tricolor, o problema parece ser outro. Vem da diretoria. Estão se desfazendo dos jogadores como em uma liquidação em loja de departamentos. Falta só avisar a próxima promoção pelo sistema de som. A questão mais grave não é apenas a venda de promessas como o atacante Richarlison, que já começou a brilhar no futebol inglês. A proposta era boa financeiramente, tudo bem! O problema é não conseguir repor as perdas. O dinheiro nem bem entra na conta e vai direto aos credores. Não serão Romarinho e nem Robinho que vão dar conta do recado.

 

Momento ranzinza:

  • Não consigo gostar dessa ideia de os times entrarem em campo ao mesmo tempo. Eu me acostumei a ver a festa que cada torcida fazia quando o seu time entrava em campo. Os clássicos começavam ali. Do jeito que é hoje, fica sem graça e sem identidade. Uma cópia desnecessária de algo que a gente faz melhor aqui do que na Europa: torcer. Puro vedetismo de subdesenvolvido.

 

  • Carga de ingressos para a torcida visitante. Outra patetice. Não é o Fluminense, são todos. No sábado, a torcida do Vasco ficou confinada igual a gado, em uma área mínima e o restante da arquibancada ao seu redor, completamente VAZIO. Burrice, olha o prejuízo para a festa e para o bolso do mandante!

 

  • Por último, uma coisa que eu acredito ser uma das grandes identidades dos estádios: as redes das balizas! O belo gol do lateral vascaíno Ramon só não foi mais bonito porque a bola não morreu dentro da baliza, adormecida na rede. Parecia futebol de playground, quando a bola bate na parede e volta! Bizarro!

Bom, eu avisei que era um momento ranzinza! Até a próxima! Um abraço!



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