Cuidado, Cuca! Felipe Melo vai te derrubar... - Prorrogação

Cuidado, Cuca! Felipe Melo vai te derrubar…



O relacionamento instável entre Felipe Melo e Cuca pode precipitar a saída do treinador do Palmeiras. Crédito: Divulgação

O que o amigo leitor faria se um subordinado o esculhambasse em um áudio de WhatsApp vazado? Como ficaria a sua imagem perante a sua empresa? E perante aos outros colegas? E a sua família? Complicado, não? Bom, o futebol parece, em muitos casos, uma ilha à parte do mundo. Não consigo ver, em uma empresa de um ramo qualquer, um relacionamento sadio, ou profissional, após o conteúdo que foi revelado por Felipe Melo em relação ao Cuca. A diretoria do Palmeiras consegue.

Tudo bem que a reintegração de Felipe Melo já vai completar duas semanas e, até o momento, não tivemos notícias de animosidades entre as partes. Entendo que o Palmeiras queira preservar o seu patrimônio e não desvalorizar um ativo tão precioso, além de não sofrer um inevitável processo trabalhista. Embora possa parecer uma maçã podre no cesto, Felipe Melo conta com a aprovação da torcida, principalmente, pelo fato de, os resultados não terem sido positivos no período do seu afastamento. E no futebol isso significa tudo!

Recentemente, vimos um caso parecido acontecer no Vasco, com Nenê. A diferença na Colina é que, o próprio meia, pediu o seu afastamento. Em clara rota de colisão com o então técnico Milton Mendes, o jogador não aceitou a condição de reserva. E a permanência de Nenê no clube foi fatal para o treinador. Caso o meia tivesse sido vendido ou afastado em definitivo, a vida de Milton no Vasco teria sido mais tranquila. Lá dentro, Nenê foi péssima influência para os companheiros em relação ao chefe. E não deu outra, minado, o técnico foi demitido.

Por isso, Cuca corre perigo no comando do Palmeiras. Felipe Melo está lá, vivo e ativo. E não gosta de Cuca, já declarou isso. Só os resultados positivos podem servir de antídoto para a mordida do “Pitbull”. É difícil falar o que um profissional deve ou não fazer mas, eu, no lugar do técnico, teria pedido o boné no minuto seguinte à reintegração de Felipe Melo. É uma convivência envenenada. Não tem como dar certo. Aliás, só existiria uma maneira dessa parceria ter sucesso: um título. Mas, isso me parece improvável nessa temporada!

 

Outros relacionamentos que não deram certo:

 

  • Este ano, depois de muitos ruídos com o técnico Milton Mendes, Nenê pediu para ser negociado. Sem propostas, o jogador permaneceu no elenco do Vasco. A presença dele foi negativa para o comando de Milton, que acabou se desgastando aos poucos. Após maus resultados e com a volta do jogador ao elenco, o treinador acabou demitido.

 

  •  Em 1995, o ex-atacante Romário e o técnico Vanderlei Luxemburgo entraram em rota de colisão. Na época, o Flamengo tinha um elenco de primeira com jogadores como Sávio, Romário e Edmundo. Luxa era, na época, o principal técnico do futebol brasileiro. Apesar do investimento feito no futebol, o Flamengo não obteve resultados significativos. Ao discordar das regalias do Baixinho, o treinador foi demitido.

 

  •  Na temporada de 2010, o atacante Neymar se envolveu em uma polêmica com o então treinador do Santos, Dorival Júnior. Na partida do Peixe contra o Atlético-GO, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, o jogador ofendeu o comandante com palavrões. Para manter o respeito à hierarquia, Dorival puniu, por conta própria, punir o atleta, e o barrou do jogo seguinte, contra o Guarani. O empate em 0 a 0 com o Bugre iniciou o processo de “fritura” do técnico. Dorival manteve a punição para o clássico com o Corinthians e a diretoria, irritada, demitiu o comandante, que tinha até o momento da saída, 65% de aproveitamento e dois títulos conquistados: a Copa do Brasil e do Campeonato Paulista, ambos em 2010.


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