Uruguai sofreu, mas mereceu vencer o Egito.



Atualizado às 14:07 de 15/06/2018

 

O Uruguai estreou na Copa do Mundo com uma vitória dramática sobre o Egito por 1 a 0. Triunfo com a marca da Celeste. Fruto do esforço inesgotável de seus jogadores que não desistiram de buscar o resultado em nenhum momento da partida.

A vitória poderia ter vindo antes. Nem Cavani, nem Suárez viveram uma jornada feliz no principal fundamento que fizeram deles dois dos maiores atacantes do futebol contemporâneo: a eficiência na grande área. Ambos tiveram claras chances de gol – o que prova que o time funcionou na construção – mas não converteram. A equipe criou, municiou seus artilheiros que, surpreendentemente, não conseguiram aproveitar com a eficácia tradicional.

E, de outro lado, estava uma equipe organizada, compacta, determinada e de bom nível técnico. Costumamos elogiar os jogadores africanos, certo? Pois o Egito é o maior vencedor da Copa da África das Nações e seu atual vice-campeão. Mesmo desfalcado do astro Mo Salah era previsível que não seria fácil superar sua sólida defesa, marca principal de seu técnico, o espanhol Héctor Cúper.

Uruguaios celebram gol da vitória aos 45’/2t (foto – AFP/Hector Retama)

 

Por todo o jogo o Uruguai teve a posse da bola com 57%, chutou 14 bolas ao gol, teve 5 corners a favor e nenhum contra e cometeu apenas 6 faltas contra 12 dos egípcios.

O gol de cabeça de “Josema” Giménez é um capítulo à parte. A falta do lado direito do ataque foi cobrada milimetricamente perfeito por Sánchez, o zagueiro do Atlético de Madrid subiu absoluto e testou com tal perfeição. Ao o ótimo Mohamed ElShenawy restou assistir a bola entrar no ângulo esquerdo de seu gol.

O Uruguai volta a ganhar na estreia de uma Copa. A última vez havia sido na Copa do México em 1970. O time de Oscar Washington Tabarez usou o coração e a vontade para vencer, é verdade, mas tentou jogar futebol o tempo todo e mereceu o resultado.

 



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