Um ianque quer fazer da Roma, de Viola e Sensi, um clube moderno e vencedor



A AS Roma está longe de ser um dos times mais vitoriosos do futebol italiano, mas é, certamente, um dos mais simbólicos, particularmente, para os brasileiros. O clube da capital, fundado em 1927, desde que Paulo Roberto Falcão brilhou no gramado do Estádio Olímpico, passou ser seguida por muitos brasileiros e passou a contar sempre com jogadores de nosso país em seu elenco.

Alguns nomes se transformaram em icônicos do clube romanista em função das conquistas de seus 3 títulos nacionais (1941/42, 1982/82 e 2000/01): os presidentes Dino Viola e Franco Sensi;  os técnicos Alfred Shaffer, Nils Liedholm e Fabio Capello; os astros Falcão, Ancelotti, Cerezo, Conti, Pruzzo, Voeller, Aldair, Zago, Emerson, Batistuta e seu ídolo mais longevo, Francesco Totti.

Desde 2012 a Roma é presidida pelo americano, da cidade de Boston, James Pallotta que, se não tem o carisma de Viola ou Sensi, está obstinado em se firmar na história como o dirigente que transformou o clube numa entidade moderna e saudável. Filho de italianos, Palotta é o 23º presidente da história do clube que faturou € 180.4 milhões em 2015 segundo a empresa de consultoria inglesa Deloitte.

Pallotta assumiu a AS Roma em agosto de 2012

Pallotta assumiu a AS Roma em agosto de 2012

Em longa entrevista recente ao canal de TV americano NBC Sports, Palotta reconheceu que a tarefa de dirigir um clube de futebol se mostrou muito mais desafiadora do que ele imaginava quando era apenas um amante do futebol e co-proprietário do Boston Celtics, tradicionalíssima franquia da NBA, situado em Boston.

O DESAFIO DE DIRIGIR UM CLUBE DE FUTEBOL

“Muito mais complicada do que eu pensava. E ainda é está me desafiando, admito. O esporte na Europa é muito diferente e portanto é muito diferente de ser sócio do Celtics ou de qualquer outra franquia de esportes nos Estado Unidos. No fundo é gratificante. Temos feito algumas coisas muito boas, temos incorrido em erros em outras, e estamos corrigindo outras.

Eu tendo a me concentrar mais nos erros e as coisas que ainda temos que fazer do que qualquer uma das coisas que fizemos e que foram bem sucedidas. Foi assim que eu consegui o dinheiro de fundos de investimento por 25 anos. Eu posso fazer cinco bons negócios num grande dia, mas se um não dá resultado eu fico com raiva de mim mesmo”.

NOVAS FERRAMENTAS PARA GERAR RECURSOS E GERIR O CLUBE

“Temos ainda cinco ou seis ferramentas para gerar receitas que ainda não colocamos em funcionamento. Somos um dos melhores, senão o clube que mais cresce nas mídias sociais e mídias digitais. Estamos certamente na liderança das mudanças em termos de tecnologia e fazendo coisas que nenhum clube italiano jamais fez.

Nós fomos o primeiro clube a transmitir um jogo ao vivo no Facebook. Usamos Periscope, chats no Twitter, chats no Facebook, geramos notícias para os nossos jogadores e treinadores. Estamos fazendo um monte de coisas interessantes, mas nós temos um longo caminho a percorrer, no merchandising, na gestão do estádio, na área de entretenimento. Os projetos estão acontecendo de maneira integrada.

Nós construímos-nos nossos próprios instrumentos de análise de dados e estatísticas, tanto em Roma e Boston. Nós temos algumas coisas muito sofisticado que nós desenvolvendo para análise de jogadores, sobre o desempenho no treinamento. Nós acabamos de contratar mais uma dupla sênior, não realmente cientistas de dados, mas de professores de alto nível de universidade muito respeitáveis pelo que já produziram”.

ROMA logo

A PREMIER LEAGUE, O MARKETING E OS DIREITOS DE TV

“A Premier League é a liga mais bem gerida e gerida como uma liga profissional de fato. Em primeiro lugar eles saíram na frente uma dúzia de anos atrás mais ou menos. Eles trabalham bem, mais de acordo com as ligas norte-americanas. Não é a mesma coisa, mas é 100 vezes melhor comparada às ligas europeias. A Serie A e La Liga vão na mesma direção. Não tem outro caminho.

Em termos domésticos, a Serie A tem realmente um bom contrato de TV. Mas a nível internacional ainda não é bom. A La Liga subiu para US $ 600 milhões e isso ainda é muito abaixo comparado a Premier League. Há uma enorme oportunidade para os próximos 10 anos. Acredito que a Serie A, pelos direitos TV, ainda pode subir 10 vezes o valor atual.

Vou dar um exemplo do nosso potencial como marca. Há alguns estudos que dizem que as cores da Roma são as cores mais reconhecidas no futebol do mundo. Com os modelos que estamos fazendo com a Nike, temos sido eleitos como um dos Top 100 em termos de uniformes. Ainda recentemente um estudo elegeu nosso uniforme o No. 1 este ano”.

Falcão jogou entre 1980 e 1985 na AS Roma (foto - asroma.com)

Falcão jogou entre 1980 e 1985 na AS Roma (foto – asroma.com)

 

LIMITE DE GASTOS EM JOGADORES

“A Roma tem sido relativamente cautelosa no atual mercado, especialmente se compararmos com o mega investimento de € 90 milhões da Juventus em Gonzalo Higuain. Há claramente alguns clubes que decidiram que continuarão gastando alto. No caso da Juventus, parece que eles vão vender Paul Pogba e isto equilibrará a equação.

Eu não acho que a Juventus teria gasto tanto num atacante, se eles não tivessem o negócio de Pogba para financiar. Algumas equipes têm feito um bom trabalho conseguindo montar uma equipe muito boa, sem gastar quantias estúpidas de dinheiro.

INVESTIMENTO NA FORMAÇÃO DE JOGADORES

“Ganhamos o scudetto no Sub-18. Eu fui e vi nossas crianças de 9 e 10 anos. Fiquei deslumbrado com o seu potencial. Eles estão jogando com passes no estilo do Barça aos 9 e 10 anos! Nosso verdadeiro objetivo é construir um bom programa interno de um lado para formar jogadores de 16, 17 e 18 anos de idade que podem jogar conosco.

Nós estamos gastando muito mais tempo com nossos observadores e nossas relações sobre como encontrar esses jogadores jovens aqui e em muitos outros lugares. Não apenas usando tecnologia e informações estatísticas, mas contando com a colaboração profissional de pessoas com 30 anos de experiência de futebol.

JOVENS NO ATUAL ELENCO

“Olhe para nosso elenco para esta temporada: temos Umar Sadiq e Ezequiel Ponce quem são jovens de 19 anos. Temos o senegalês Moustapha Seck, 20 anos, que pensamos que tem potencial para ser um craque inacreditável. Temos Abdullahi Nura, 18 anos, que, infelizmente, machucou seu joelho mas que vai brilhar em um ano ou dois.

“Temos Federico Ricci, 22 anos, isso vai ter tempo à direita em frente, Leandro Paredes, que estava emprestao e agora vai lutar com Daniele De Rossi pela titularidade. Contratamos o brasileiro Gerson, 19 anos, que parece realmente muito bom jogador. Você tem que ter essa combinação de experiência, tanto externa como internamente, e você terá um grupo de jogadores que valerá muito.

 

 

 



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