UEFA e Federação Inglesa desejam valorizar os jogadores “pratas da casa” em cada clube



O presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Greg Dyke, e o presidente da UEFA, Michel Platini, estão em campanha para que as competições europeias adotem regras que forcem os clubes a inscrever um maior número de jogadores gerados nas suas divisões de base.

Greg Dyke já foi presidente da BBC (foto - site da FA)

Greg Dyke já foi presidente da BBC (foto – site da FA)

A ideia, no entanto, conta com a oposição da Premier League que expressa os interesses dos donos dos clubes cujos interesses não necessariamente coincidem com os do futebol de base daquele país, notadamente com a geração de bons jogadores ingleses. Não é incomum equipes da Premier League atuarem sem a presença de um único jogador inglês em campo.

Para a UEFA, todo jogador entre 15 e 21 anos de idade que estiver vinculado a um clube há pelo menos 3 anos é considerado “prata da casa” daquele clube. E, em suas competições, os clubes são obrigados a contar com pelo menos 8 “pratas cada casa” entre os 25 que podem ser inscritos. Estes limites não estão funcionando e precisam ser revistos tanto para a UEFA quanto para a FA.

Platini está tão comprometido com a proposta que pretende apresentá-la ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, na próxima reunião entre eles prevista para o mês de setembro.

Segundo Pedro Pinto, porta voz da UEFA, em entrevista publicada pelo diário londrino The Guardian, “a UEFA está totalmente alinhada como o presidente da FA na valorização dos jogadores formados nas divisões inferiores dos clubes. Nós estudaremos maneiras de elevar o número de “pratas da casa” nas equipes que participarem das nossas competições sem, no entanto, impor qualquer restrição em termos de nacionalidades dos jogadores. Eu posso garantir que Michel Platini gostaria de trabalhar ao lado da Comissão Europeia neste tema e e deseja encontrar o Sr Jean-Claude Juncker em breve”.

Michel Platini apoia a valorização dos jogadores "pratas da casa" nos clubes (foto - site oficial da UEFA)

Michel Platini apoia a valorização dos jogadores “pratas da casa” nos clubes (foto – site oficial da UEFA)

Greg Dyke justifica este caminho apontando a escassez de jogadores ingleses nas equipes da Premier League: “apenas 35% dos jogadores que iniciaram as partidas da competição na última temporada nasceram na Inglaterra, enquanto 43% dos jogadores titulares da Série A eram italianos, 48% na Bundesliga eram alemães, 58% na Ligue 1 eram franceses e 58% na Liga eram espanhóis”.

Um dos efeitos da ampliação da presença compulsória de jogadores gerados pelas divisões de base dos clubes seria a racionalização dos custos dos elencos, limitando o espaço para a aquisição de jogadores de outros clubes ou mercados.

A adoção de uma regra nesta direção também seria oportuna no futebol brasileiro.



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