Philippe Coutinho dá seguimento à incomparável seleção de craques brasileiros do Barcelona



Atualizado às 12;39h de 08/01/2018

 

A contratação de Philippe Coutinho pelo Barcelona, na maior operação da história do clube e na segunda maior operação na história do futebol mundial , consagra uma histórica e fabulosa dinastia brasileira no clube catalão num ambiente mágico que tem contado com a participação de outros monstros internacionais como os holandeses Johan Cruyff e Johan Neeskens, o húngaro Ladislao Kubala, o argentino Diego Maradona, o alemão Bernd Shuster, o dinamarquês Michael Laudrup, o búlgaro Hristo Stoikov, o camaronês Samuel Eto’o, o francês Thierry Henry e o uruguaio Luís Suárez.

O Barcelona como instituição se sentia impelido a demonstrar força e protagonismo no cenário atual do futebol global desde a saída traumática e indesejada de Neymar para o PSG. A resposta não poderia passar deste mercado de inverno.

O clube catalão atingiu seu objetivo transformando a contratação de Philippe Coutinho na primeira grande notícia do esporte no início de 2018.

 

Os craques brasileiros e o Barcelona

Evaristo de Macedo foi o precursor entre os brasileiros deste Barcelona mundial, ainda nos anos 50 do século passado. O craque, nascido no Madureira e amadurecido no Flamengo. se transferiu para o Barcelona em 1957 onde atuou até 1963. Em seguida se transferiu e brilhou no arqui-rival Real Madrid onde brilhou de 1963 a 1965.

Desde então, inúmeros craques brasileiros aprofundaram esta relação carnal, simbiótica e esportiva com aquele que se define como “mais do que um clube”.

Romário chegou do PSV para, em pouco mais de duas temporadas (1993-1995), reacender a relação de nosso futebol com o clube que àquela altura tinha Johan Cruyff como técnico e mentor. O sucesso no futebol espanhol e na Copa de 1994 conquistada pelo Brasil levou o Baixinho a ser eleito o melhor do mundo daquele ano.

Logo em seguida o Barcelona voltou a beber na fonte holandesa do PSV para recrutar Ronaldo, que chegara do Cruzeiro, ainda menino. Em duas extraordinárias temporadas Ronaldo acabou eleito o melhor do mundo em 1996.

O paraense Giovani também brilhou no Barcelona entre 1996 e 1999 onde conquistou duas vezes o campeonato espanhol, duas vezes a Copa do Rei, uma Recopa da Europa e uma Taça das Taças.

Philippe Coutinho é titular da seleção de Tite

Em 1997 o presidente barcelonista José Luís Núñez foi ao La Coruna e fisgou o craque Rivaldo que viria a ser mais um brasileiro do Barcelona eleito o melhor jogador do mundo. O craque nascido em Pernambuco levantou dois campeonatos espanhóis e uma Supercopa da Europa entre 1997 e 2002.

O lateral esquerdo Sylvinho, formado no Corinthians, não luziu como protagonista mas participou de conquistas importantes no clube catalão entre 2004 e 2009. Foram 3 títulos de campeão espanhol, duas Champions League, uma Copa do Rei e duas Supercopas da Espanha.

Em 2003 Ronaldinho chegou ao Barcelona para inaugurar uma nova época no clube. A importância do craque brasileiro formado no Grêmio e contratado ao PSG é resumido pelo atual presidente do clube Josep Maria Bartomeu: “Cruyff como jogador nos colocou no mapa da Espanha. Depois, como treinador, nos colocou na Europa. Ronaldinho nos converteu em global. Messi nos colocou no universo”. Com a camisa azul e grená Ronaldinho conquistou uma Champions League e foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo.

FC Barcelona- “mais do que um clube”

Ao lado de Ronaldinho, um discreto mas eficientíssimo Juliano Beletti  honrou o profissionalismo do futebol brasileiro no Barcelona onde escreveu seu nome ao assinalar o gol contra o Arsenal que garantiu uma Champions League ao clube. Praticamente no mesmo período o zagueiro Edmilson emprestou sua seriedade e disciplina tática à equipe que tinha a direção do holandês Frank Rijkaard.

Dani Alves¹ é o jogador brasileiro que mais vezes vestiu a camisa barcelonista (414 partidas) e mais troféus conquistou dentre eles 6 La Ligas, 4 Copas do Rei, Supercopas da Espanha, 3 Champions League, 3 Mundiais de Clubes e 3 Supercopas da Europa

Neymar confirmou o que sua participação no Santos indicava e, ao lado de Lionel Messi, Luís Suárez e Andrés Iniesta, escreveu páginas memoráveis na história do clube.

Philippe Coutinho, que firmará um contrato até 2023 com cláusula rescisória de € 400 milhões, fará diferença no Barcelona na campanha da atual Champions League mesmo sem poder disputá-la por já ter atuado pelo Liverpool. Ele permitirá ao técnico Ernesto Valverde ponderar a utilização de Andrés Iniesta, Ivan Rakitic e Paulinho na La Liga e na Copa do Rei de modo a que estejam nas melhores condições para a competição continental.

 

Philippe Coutinho em 2017

Premier League 2016-17: 17 partidas e 7 gols
Premier League 2017-18: 14 partidas e 8 gols
Champions League 2017-18: 5 partidas e 5 gols
FA Cup 2016-17: 2 partidas e 0 gol
Copa da Liga 2016-17: 2 partidas e 0 gol
Copa da Liga 2017-18: 1 partida e 0 gol
Seleção Brasileira (Eliminatórias para a Copa de 2018): 4 partidas e 2 gols
Seleção Brasileira (Amistosos): 3 partidas e 0 gol
Resumo no LIVERPOOL: 41 partidas e 20 gols
Resumo na Seleção Brasileira: 7 partidas e 2 gols
Resumo geral: 48 partidas e 22 gols

 

Outros brasileiros que atuaram pelo Barcelona

Fausto dos Santois – 1931-1932

Jaguaré – 1931-32

Lucidio Batista – 1941-42

Silva – 1966-67

Marinho – 1974-76

Roberto Dinamite – 1980

Cleo – 1980

Aloísio – 1988-90

Sonny Anderson 1997-99

Thiago Motta – 2000-07

Fabio Rochemback – 2001-03

Geovanni (Cruzeiro) – 2001-02

Henrique – 2008

Kleirrison – 2008

Maxwell – 2009-12

Adriano – 2010-16

Douglas – 2014

Thiago Alcântara – 2010 – 2013

Rafinha Alcântara – 2014 até hoje

Marlon – 2017

 

¹Por um lapso imperdoável o post nasceu sem a inclusão do nome do campeoníssimo baiano que jogou no Bahia e brilhou no Sevilla antes de chegar ao Barça. Perdão!!

 

 

 



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