Tite repete Zagallo de 1970: investe na experiência e convoca 6 jogadores que participaram do fracasso na Copa anterior



A lista oficial dos jogadores escolhidos pelo técnico Tite para disputar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia conta com 6 jogadores que disputaram a última Copa do Mundo no Brasil há quatro anos: Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar. Na verdade o grupo seria formado por 7 se Dani Alves não tivesse se contundido semana passada.

Muitos encaram esta constatação com desconfiança dado que eles – menos Neymar – estiveram envolvidos nas derrotas fragorosas e traumáticas para a Alemanha, por 7 a 1 na semifinal, e na disputa pelo terceiro lugar para a Holanda por 3 a 0 naquele Mundial.

Tite, por coincidência, repetiu Zagallo que na definição da relação final para a Copa do Mundo do México, em 1970, não vacilou em contar com 6 remanescentes da trágica campanha da Copa anterior, disputada na Inglaterra, em 1966, na qual o Brasil, então bicampeão, sucumbiu já na fase de grupos com 1 vitória (Bulgária) e 2 derrotas (Portugal e Hungria).

Na convocação derradeira para 1970 Zagallo chamou Brito, Gerson, Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu. Com esta coluna vertebral  – apenas Edu não participou de qualquer jogo no México – a Seleção Brasileira, invicta, conquistou o título com 6 vitórias, dentre elas, 2 consagradoras: por 1 a 0 sobre a Inglaterra, campeã do mundo em 1966, e na final, por 4 a 1 sobre a Itália, campeã da Eurocopa de 1968.

Não foram poucos nem

Tite assumiu a seleção brasileira em junho de 2016 (foto – Pedro Martins MoWA Press)

Uma Copa do Mundo nunca é ganha por uma equipe principiante. Um torneio que reúne os melhores dos melhores exige de quem pretenda conquistá-lo qualidade, competitividade, equilíbrio, talento, energia, força, experiência e muita maturidade também.

A história do esporte indica que os campeões evoluem na direção do sucesso máximo exatamente por que se revelam capazes de superar dificuldades, assimilar derrotas e aprender com os erros para atingir um patamar diferente de desempenho na competição seguinte.

Assim como com Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Telê, Parreira ou Felipão não há nada de original ou inédito nos questionamentos e frustrações naturais diante dos anunciados para jogarem na Rússia. Mas, o fato é que Tite se decidiu com coerência e discernimento por um conjunto de jogadores com idade média de 28.1 anos, uma das mais elevadas com que o Brasil já disputou uma Copa. Lembremo-nos que a Seleção Brasileira chegou ao título em 1958 com a média de idade de 25.5 anos, em 1962 com 27.3 anos, em 1970 com 24.5 e com 26.8 anos em 1994 e em 2002.

Tite poderia ter chamado Rafinha e não Fagner, Arthur e não Tayson ou Luan e não Fred. Mas todos sabemos que nenhuma destas razoáveis mudanças seriam crucialmente determinantes nas nossas chances de levantar a Copa no dia 15 de julho no estádio Luzhniki em Moscou.

A Seleção Brasileira é esta e com estes jogadores ela é apontada no mundo inteiro como uma das principais favoritas ao título.

 

 

 

 

 



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