Tite estreia como selecionador



Atualizado às 19:54 h de 22/08/2016

 

Avaliar a primeira convocação feita pelo técnico Tite, na manhã desta segunda-feira, deve partir da premissa de que ela foi oficializada junto à FIFA antes das duas últimas partidas das Olimpíadas. Os 7 campeões olímpicos convocados, portanto, teriam seus nomes anunciados hoje, ainda que o Brasil não tivesse ganho qualquer medalha na Rio 2016¹.

Tite pode ter feito opções discutíveis ou equivocadas, mas se mostrou coerente e quase explícito nos critérios que baseou sua escolha de alguns jogadores que dificilmente, neste exato momento, constariam da lista de um Mano Menezes ou de um Cuca: Fagner, Paulinho e Juliano.

A experiência de trabalho anterior com alguns dos escolhidos certamente também pesou na escolha assim como sempre aconteceu na história. Podemos lembrar Dirceuzinho nos tempos de Zagallo, Elso nos de Telê Santana, Anderso Polga e Roque Júnior nas de Luiz Felipe Scolari: Fágner, Gil e Paulinho.

Marcelo está de volta. T. Silva e David Luiz, não. (foto - Pedro Armestre - AFP)

Marcelo está de volta. T. Silva e David Luiz, não. (foto – Pedro Armestre – AFP)

Dois nomes surpreendentes podem ser incluídos em algum tipo de observação com um viés ou com uma influência mais acentuada de observadores do sul do país ainda que os jogadores estejam em países da Europa ex-soviética: Juliano e Taison.

No meio campo Tite inovou com Rafael Carioca, consagrou Casemiro como o volante mais marcador do elenco e no ataque não convocou um centro avante de área, optando pelo resgate de Taison como mais uma opção de atacante versátil e veloz.

Por outro lado ele não confrontou nomes de forma absolutamente radical com as últimas convocações de Dunga, por exemplo, mantendo cautela em contar com Thiago Silva e David Luiz, pelo menos, neste início.

Paulinho tem a confiança pessoal de Tite (foto -STR/AFP)

Paulinho tem a confiança pessoal de Tite (foto -STR/AFP)

Tite estabeleceu, entretanto, um outro tipo de contraste com a maneira de trabalhar de Dunga. Ele não fugiu de nenhuma pergunta formulada pelos jornalistas, não se incomodou em citar nomes de jogadores que ficaram de fora desta lista como Elias, Fernandinho e procurou desanuviar ao máximo a atmosfera com os jornalistas brasileiros e estrangeiros durante a primeira coletiva realizada em função de uma convocação. Neste sentido o formato e o ambiente do evento de hoje não poderiam ser mais diferentes daqueles realizados no período de Dunga à frente da Seleção Brasileira.

A mensagem sobre o condicionamento físico e o percentual de gordura dos jogadores como condicionantes para uma convocação é uma mensagem clara do treinador.

Convenhamos, a medalha de ouro olímpica e o satisfação geral do país com o sucesso na organização dos Jogos Rio 2016 criaram um clima perto do ideal para a estreia de Tite como selecionador da Seleção Brasileira, neste momento, para as partidas contra o Equador (01/09 em Quito) e Colômbia (06/09 em Manaus) pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Relação de jogadores convocados:

Goleiros:

Alisson (Roma – ITA)

Marcelo Grohe (Grêmio)

Weverton (Atlético Paranaense)

 

Zagueiros:

Miranda (Inter-ITA)

Gil (Shandong Luneng-CHN)

Marquinhos (PSG-FRA)

Rodrigo Caio (São Paulo)

 

Laterais:

Fagner (Corinthians)

Daniel Alves (Juventus-ITA)

Marcelo (Real Madrid-ESP)

Filipe Luis (Atlético de Madri-ESP)

 

Meio-campistas:

Casemiro (Real Madrid-ESP)

Rafael Carioca (Atlético Mineiro)

Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHN)

Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN)

Giuliano (Zenit-RUS)

Willian (Chelsea-ING)

Philippe Coutinho (Liverpool-ING)

Lucas Lima (Santos)

 

Atacantes:

Neymar (Barcelona-ESP)

Gabigol (Santos)

Gabriel Jesus (Palmeiras)

Taison (Shakhtar Donetsk-UCR)

 

¹ Correção – Na verdade só não poderia mais modificar os nomes dos jogadores vinculados a clubes estrangeiros.

 

 



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