Sheik Salman, do Bahrein, deve ser o novo candidato a presidente da FIFA



O provável lançamento da campanha do Sheik Salman al-Khalifa, do Bahrein, para candidato à presidência da FIFA com o apoio implícito do presidente Sepp Blatter, despertou a ira de várias entidades internacionais de defesa dos direitos humanos. Sua família é acusada de ter liderado um processo brutal de repressão às manifestações democráticas em 2011 como desdobramento dos eventos que ficaram conhecidos como “Primavera árabe”.

O Sheik Salman é o atual presidente da Confederação Asiática de Futebol e deverá anunciar, no início da próxima semana, sua decisão de concorrer à eleição para presidente da FIFA, marcada para o dia 22 de fevereiro de 2016. Ele tem recebido manifestações de apoio de dirigentes de todos os continentes, alguns dos quais estavam comprometidos com o nome de Platini. Ele deverá chegar à Zurique na segunda-feira para finalizar as articulações de sua candidatura.

O Sheik Salman, 49 anos, é presidente da AFC desde 2013. (foto - AFC.com)

O Sheik Salman, 49 anos, é presidente da AFC desde 2013. (foto – AFC.com)

As entidades defensoras dos direitos humanos no Bahrein, entretanto, estão dispostas a divulgar internacionalmente o vínculo do Sheik barenita com a identificação de atletas que teriam participado das manifestações de 2011 e a prisão e tortura de centenas deles.

Segundo declarou ao diário inglês The Guardian, Nicholas McGeehan, pesquisador do Observatório dos Direitos Humanos na região do Golfo, “desde que os protestos pacíficos de 2011, aos quais as autoridades responderam com brutal e letal violência, a família al-Khalifa deflagrou uma campanha de tortura e de prisões em massa que aniquilou o movimento oposicionista. Se um membro da família real do Bahrein tem as mãos mais limpas que a FIFA pode encontrar, esta organização tem a mais rasa e menos ética reunião de talentos do esporte mundial.”

A candidatura do Sheik Salman nasce com o apoio do poderoso Sheik Ahmad al-Fahad al-Sabah, do Qatar, que é um dos mais influentes membros do Comitê Executivo da FIFA, além de um dos pilares políticos do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach. O Sheik Ahmad chegou a ser cogitado como candidato no início do processo de desgaste do presidente Blatter, mas preferiu outro caminho.

Xeque Ahmad Al-Fahad Al-Ahmed Al-Saba (foto - site oficial do ANOC)

Sheik Ahmad Al-Fahad Al-Ahmed Al-Saba (foto – site oficial do ANOC)

Tudo indica que o dirigente do Bahrein surgirá com boas perspectivas eleitorais, mas também parece inevitável que sofrerá uma intensa cobrança por parte da mídia internacional. A FIFA não será mais encarada como antes. Cada indicação para seus cargos, cada decisão de suas instâncias de poder serão analisadas cuidadosamente pela opinião pública mundial.

Por outro lado, os dirigentes europeus, insatisfeitos com as explicações dadas por Platini para os motivos que o levaram a ser suspenso pelo Comitê de Ética da FIFA, estão trabalhando obstinadamente para encontrar um nome alternativo. Eles não aceitarão facilmente que a FIFA tenha, pela primeira vez na história, seu primeiro presidente asiático, representante de uma monarquia autoritária e autocrática.

Convenhamos, seria um retrocesso. Custo acreditar que este caminho, ainda que satisfaça a Blatter e Platini, se imponha.

 

 

 



  • jose carlos luiz da silva

    so gosto, de futebol porque eziste ofla, um esporte, de pobre bobo e rico essperto. a cada dia novos escandalos de robo assim como a polica brasileira sera que nao existe ninguei para da um basta nessa lixarada federaçao cbf e fifa sai fora zico dessa nogera esta corupçao e mundial !!!

  • Athus Henry

    Agora até minha vizinha de 18 anos vai se candidatar a presidência da FIFA!

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