Seleção Brasileira olímpica se complica, mas ainda depende apenas de si mesma



O PLANETA FUT VIVERÁ INTENSAMENTE OS ESPORTES DURANTE A RIO 2016

 

Marquinhos é do PSG, Rafinha é do Barcelona, Neymar é do Barcelona, Gabriel Jesus acaba de ser contratado por escolha determinada de Pep Guardiola pelo Manchester City. O ataque brasileiro que iniciou o jogo – Gabriel, Gabriel Jesus e Neymar – é orçado em valores transcendentais.

Como pode este time brasileiro empatar com a África do Sul e o Iraque? Como pode esta linha de frente milionária passar duas partidas inteiras contra equipes modestas numa competição curta e eliminatória sem marcar um único gol?

Há equívocos evidentes do técnico Rogerio Micale, é verdade. Há desempenhos individuais decepcionantes, definições táticas equivocadas, escolhas atabalhoadas na escalação e nas substituições. Mas nada justifica o que temos visto na maior parte das duas primeiras partidas na Rio 2016. Gabriel Jesus, por exemplo, parece mais do que qualquer outro estar vulnerável ao desafio de jogar pela Seleção.

Neymar tem levantar a Seleção Brasileira olímpica (foto - Francisco Stuckert/Lancepress

Neymar tem levantar a Seleção Brasileira olímpica (foto – Francisco Stuckert/Lancepress

Há um contraste nítido entre os primeiros 45 minutos do amistoso contra o Japão e tudo o que veio a acontecer em seguida. Vale a observação na medida em que o Japão é indiscutivelmente uma equipe de melhor nível do que os primeiros adversários na competição. A entrada de Renato Augusto – talvez pela função tática que ele está cumprindo – é parte dos motivos. O dinamismo e a intensidade que produziram um placar de 3 a 0 nos primeiro 45 minutos daquele amistoso jamais foi visto desde então. A movimentação coordenada e solidária jamais se repetiu.

A atuação brasileira contra o Iraque foi absolutamente inexplicável. A equipe se mostrou insegura, desordenada, desconcentrada e mal planejada.

Não faltaram esforço, vontade ou entrega. Mas certamente não houve sincronia, entendimento, solidariedade tática e técnica e lucidez.

A Seleção Brasileira até deveria ter vencido a partida. Criou chances razoáveis em quantidade suficiente para derrotar a abnegada equipe iraquiana que chegou a ameaçar o gol de Weverton no meio do primeiro tempo. Mas não o fez e é isto o que importa para quem deseja conquistar uma medalha de ouro.

O Iraque jogou com tudo contra o Brasil (foto -

O Iraque jogou com tudo contra o Brasil (foto – Lucas Figueiredo)

A presença de Neymar nas Olimpíadas trouxe um nível de exigência para esta equipe que só tem atrapalhado. Um dos melhores jogadores do planeta caiu numa armadilha quase insolúvel. As Seleções Brasileiras atual são duas incógnitas. A principal e a olímpica. Neymar sucumbiu a isto. Ele não tinha nada que estar no Rio neste momento.

Neymar deveria ter participado da Copa América Centenário e não nestes Jogos Olímpicos. Este blog desde sempre defendeu este ponto de vista.

O futebol brasileiro vive uma crise existencial profunda. Dentro e fora do campo. Os jogadores parecem se multiplicar em termos de personalidade. Brilham no exterior ou em seus clubes e sucumbem diante de um momento difícil que a Seleção Brasileira enfrenta desde a Copa do Mundo de 2014. Já são 3 campanhas fracassadas nos 2 últimos anos: a Copa América 2015, a Copa América Centenário e a fase inicial das eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia.

O Brasil ainda pode conquistar o ouro. Ele ainda depende apenas de si mesmo para isto. Cabe a Micale e a Neymar exercerem o papel de líderes desta Seleção na partida contra a Dinamarca em Salvador. Eles devem protagonizar o esforço de que a seleção atue como um time, como o fez no primeiro tempo contra o Japão. Será como um recomeço, uma virada na alma e no tipo de jogo.

Enfrentar e vencer dificuldades são qualidades de quem quer e sabe ser campeão.

Reações distintas da torcida brasileira neste domingo olímpico

Os torcedores brasileiros reagiram de modos radicalmente distintos nos Jogos Olímpicos neste domingo. De tarde, na Arena Carioca, no Rio, foram eles que resgataram a Seleção Brasileira masculina de basquete de uma atuação vexatória da primeira etapa em que perdia para a Lituânia por 29 pontos para uma reação empolgante no segundo tempo que quase culminou numa virada histórica do marcador. Já no estádio Mané Garricha, em Brasília, a reação foi oposta com as vaias e os gritos de “Marta” quando a Seleção Brasileira masculina de futebol mais precisava de moral e apoio.

Talvez isto tenha a ver com o próprio momento conturbado e confuso que viva o país.



  • Edison de Jesus

    NÃO DÁ PRA CULPÁ OS JOGADORES!
    Em quanto tiverem essa mentalidade de que um monte de bons jogadores ganha, não vai ganhar POR QUE no futebol o que ganha é TIME e isso não temos, antes de fazer duras CRÍTICAS, já perguntaram aos IRAQUIANOS o VEXAME mais recente, QUANTO TEMPO ELES VEM SE PREPARANDO PARA ESSE MOMENTO, ELES apareceram recentemente para o futebol e já chegaram a final olímpica, pendendo só pra MESSI e cia.
    Vou torcer em quanto tiver chance, mesmo assim ainda não acho que vai ser dessa vez.

MaisRecentes

O Fórum Mundial de ligas nacionais de futebol é contra a expansão da Copa do Mundo



Continue Lendo

Argentinos tem vantagem sobre brasileiros em finais da Libertadores



Continue Lendo

La Liga conta com Amazon e Facebook para negociar TV por € 2.3 bilhões



Continue Lendo