Revolução na Itália: chineses compram o Milan e a Inter



Atualizado às 08:32h de 02/06/2016

 

O futebol de uma das cidades que mais ama e vive este esporte no mundo está se transformando num monopólio de investidores chineses. Os tradicionalíssimos e centenários Milan e Inter, nos próximos dias, passarão a ter proprietários chineses, inaugurando uma nova era, inimaginável poucos anos atrás, segundo informa o diário “La Gazzetta dello Sport”. Os dois clubes tem 10 títulos de Champions League somados. O relatório “Football Money League 2016”, produzido pela empresa inglesa de consultoria Deloitte, indica que o Milan é o 14º colocado em faturamento no mercado europeu com € 199.1 milhões e a Inter ocupa a 19ª posição com receitas de € 164.8 milhões.

A Inter de Milão, cujo controle acionário neste momento, pertence ao empresário indonésio Erick Thoir, enviará neste final de semana uma delegação de dirigentes à cidade de Nanquim, na China, para concluir as negociações que transferirão 70% das ações do clube para a empresa Sunning Commerce Group, comandada pelo empresário Zhang Jindong. A operação provocará a saída definitiva do ex-presidente Massimo Moratti do conselho de administração do clube a partir da negociação de seus 29,5% de ações e deverá custar algo como €300 milhões a serem utilizados no pagamento do passivo do clube e mais €100 milhões para Thoir que permanecerá com 30% das ações.

A Inter foi fundada em 1908 e tem 3 Champions Leagues

A Inter foi fundada em 1908 e tem 3 Champions Leagues

O técnico Roberto Mancini já se reuniu com os futuros proprietários do clube e teve sua permanência no cargo assegurada. Ele foi autorizado a planejar a montagem do elenco para a próxima temporada em conjunto com os diretores Giovanni Gardini e Piero Ausilio.

O Milan caminha na mesma direção com uma diferença: apesar de deixar de ser controlador acionário do clube, Silvio Berslusconi permanecerá ligado à instituição. Até agora a identidade dos investidores chineses que, através de um consórcio, se transformarão em acionistas majoritários, não foi revelada. As informações mais consistentes sugerem que eles são os proprietários do clube Hebei Fortune da liga profissional chinesa de futebol e do grupo, Chine Fortune Land Development, especializado na aquisição de espaços em zonas industriais para urbanização. Aparentemente o grupo chinês tem condições de assegurar o investimento de recursos que garantam o restabelecimento da competitividade europeia do clube, condição básica para que Berlusconi aceite a negociação e passe a exercer apenas a presidência honorária.

Schevchenko, Van Basten, Maldini e Kaká estão na história do Milan (site oficial do AC Milan)

Schevchenko, Van Basten, Maldini e Kaká estão na história do Milan (site oficial do AC Milan)

Em entrevista à rádio italiana 7 Gold Berslusconi esclareceu como encara as negociações: “estou otimista e espero que tenhamos chegado ao momento certo. Negociamos com vários grupos, mas este é aquele que se revelou mais sério e decidido a fazer do Milan, de novo, um clube de nível mundial. Tem um faturamento imenso e também conta com participação estatal. São eles próprios que estão avaliando com que percentual acionário do clube eles ficarão. O mais importante é termos a garantia de que estes senhores querem fazer do Milan um gigante mundial. Quero que fique muito claro que quem me substituir tenha um compromisso formal de fazer o investimento necessário a reconduzir o Milan à liderança do futebol”.

Berlusconi não nega a ansiedade no fechamento do negócio tendo em vista o investimento que precisa ser feito imediatamente de modo a reforçar o elenco para a próxima temporada em condições de disputar com chances as competições nacionais. Adriano Galianni já trabalha nesta direção mas depende dos aporte que será realizado pelos investidores chineses para concluir a aquisição de reforços.

Milan e Inter sonham com a volta à Europa. Com o dinheiro chinês. Neste provável novo cenário restará a Juventus como o único dos 3 gigantes italianos a permanecer sob controle de italianos, no caso, da veneranda família Agnelli, controladora acionária do clube através da holding Exor S.p.A.

 

 



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