Real x Atlético: uma final entre diferentes na Champions



A segunda final espanhola da Champions League em 3 temporadas reunirá, de novo, desta vez no estádio San Siro, em Milão, Real Madrid Club de Fútbol e o Club Atlético de Madrid. Do ponto de vista histórico há uma tremenda desproporção entre as conquistas dos 2 clubes neste torneio. Enquanto o Real Madrid chega a sua 14ª final em busca de sua décima primeira “Copa dos Campeões” – a popular “Undécima”, para seus torcedores -, o Atlético chega a sua terceira final, sem jamais ter conseguido levantar o troféu. Se o fizer ele se transformará no 23º clube europeu a tê-lo erguido.

Trata-se também da consagração do futebol espanhol que conquistou todos os títulos europeus de clubes nas últimas 3 temporadas. O Bayern de Munique foi o clube não espanhol que levantou pela última vez uma taça continental, com a conquista em agosto de 2013, da Supercopa da Europa, na cidade de Praga, derrotando o Chelsea de José Mourinho. Naquela oportunidade o clube alemão já não era dirigido por Jupp Heynkes, mas pelo espanhol Pep Guardiola.

Ilustração: uefa.com

Ilustração: uefa.com

 A vitória no sábado não se encerrará em si mesma. Ela assegurará ao vencedor a participação na disputa da Supercopa da Europa, em agosto, na cidade de Trondheim, na Noruega, e no Mundial de Clubes da FIFA, em dezembro, no Japão.

O Real Madrid é o clube com a maior receita na Europa enquanto o Atlético de Madrid é o 15º, segundo o relatório “Football Money League 2016” produzido pela empresa de consultoria inglesa Deloitte. O faturamento do Real em 2015 foi de €577 milhões e o do Atlético de Madrid de €187.1 milhões. Apesar disto, para a atual temporada o investimento em reforços do Atlético foi superior ao do Real Madrid em €48 milhões. Isto foi possível por conta da elevação das receitas do clube em direitos de TV em função dos bons resultados esportivos e pelo aporte de recursos proporcionado pelo grupo chinês Wanda que adquiriu 20% do controle acionário do clube.

Ilustração: uefa.com

Ilustração: uefa.com

 

Em termos esportivos, a final de Milão é um confronto de equipes radicalmente diferentes. O Real Madrid vem de uma temporada tumultuada, inconstante, apesar de seu elenco repleto de astros como Sergio Ramos, Marcelo, Modric, Kroos e o badalado trio ofensivo BBC. Mas, foi apenas quando Zinedine Zidane passou a escalar o volante brasileiro Casemiro que a equipe se equilibrou e, além de avançar na Champions League, se recuperou na La Liga, chegando a apenas 1 ponto de diferença do campeão Barcelona. Se não tem uma defesa tão forte quanto a do Atlético, o Real tem o artilheiro do torneio, Cristiano Ronaldo, com 16 gols e o retrospecto de 9 vitórias contra apenas 6 do adversário na competição.Real Madrid

Já o Atlético de Madrid de Diego Simeone se orgulha de ser a equipe mais competitiva e estruturada do torneio. Tem Oblak o melhor goleiro da temporada, uma defesa quase inexpugnável e um contra ataque eficiente e letal. Mas, também é inegável, o caráter exageradamente pragmático e conservador da maneira como joga futebol. Com o nível de jogadores de meio campo que possui (Fernandez, Koke, Gabi e Saúl Ñinez) e uma dupla de ataque formada por Griezmann (eleito o melhor jogador francês da temporada) e Torres este Atlético de Madrid poderia perfeitamente sofrer menos e praticar um jogo diferente e mais cativante.

Cenário inesquecível de um Calderón efervecente (foto - uefa.com)

O Atlético e sua torcida incomparável  (foto – uefa.com)

Real e Atlético farão uma final madrilenha, em Milão, a outrora capital europeia de futebol. Milanistas e interistas, por certo, devem estar melancólicos por hospedar a final de uma competição que já venceram 10 vezes.

 

 

 

 

 

 

 



MaisRecentes

Ranieri, uma história sempre surpreendente no Leicester



Continue Lendo

Há 50 anos, o “Bola de Ouro” húngaro Albert vestia a camisa 9 do Flamengo



Continue Lendo

FIFA revoltada com ausência de Messi na festa do “The Best”



Continue Lendo