Real Madrid se impõe, avança com autoridade e adia sonho do PSG



O Real Madrid cravou com autoridade sua passagem para as quartas de final da Champions League 2017/18 com uma vitória incontestável sobre o PSG. O triunfo por 2 a 1 no Parc des Princes surgiu naturalmente com a afirmação progressiva da superioridade técnica do time espanhol, agravada, por mais que alguns tenham acreditado que poderia acontecer o inverso, pela ausência de Neymar que se provou insuperável para o time francês.

Foram dois tempos muito parecidos. O PSG com uma leve superioridade no controle da bola. O Real sempre mais perigoso, marcando perto da grande área da equipe francesa. A saída de bola com Rabiot, Verratti e Thiago Motta era burocrática e sem verticalidade.

Vamos lembrar que em Madri, o jogo foi, além de melhor e mais emocionante, muito mais equilibrado e surpreendente. Por vários momentos, a equipe francesa dominou de fato as ações, criou situações de gol e não abriu o marcador por pouco. Neymar não foi exuberante, porém interferiu na armação defensiva do Real e participou de todas as várias ações perigosas de sua equipe.

Cristiano abriu o caminho da classificação em Paris (Cristophe Simon – AFP)

Zidane provou em Paris que confia no seu elenco e principalmente no seu eixo central: Sergio Ramos, Casemiro e Cristiano Ronaldo. Começou com Modric, Kroos, Isco e Bale no banco, investindo em Kovacic, Asensio e Lucas. Ele sabia que o PSG sem Neymar continuava forte, mas dependente demais de Di Maria que está longe da forma exuberante de 2014 durante a Copa e do Real antes da ida para o Manchester United. Nas duas partidas da série Zidane acabou confirmando a condição de um técnico lúcido, que conhece e acredita em seu plantel e que o administra com admirável competência nos momentos decisivos.

Como fica o projeto do PSG?

O presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi estava desolado, mas não surpreendido com a derrota. Ele sabia que era o resultado provável. Sua iniciativa de mobilizar os torcedores, inclusive os perigosos e até recentemente indesejados ultras, indicou que ele tentou de tudo, em todos os níveis para minorar as consequências trágicas do resultado adverso de Madri e a falta que Neymar faria.

Agora é a hora de Khelaiff mostrar que além de saber manejar fortunas também sabe ser frio nas adversidades. Ele precisa administrar a ansiedade natural de quem investe alto num projeto e deseja resultados concretos imediatos.

Khelaïfi deve levar em conta que o futebol é um negócio específico, desafiador e muito imprevisível. Ele não deve esquecer que Roman Abramovich adquiriu o Chelsea em junho de 2003. Pois, sob sua propriedade. o Chelsea só viria a conquistar sua Champions League na temporada 2011/12. Foram quase 10 temporadas de investimentos e tentativas até o título conquistado em Munique sobre o Bayern.

O dinheiro faz muita diferença no futebol. Mas não compra experiência, maturidade e tradição.

 

 

 

 

 



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