Real Madrid, o clube que tem a Champions no DNA



O futebol fez justiça: Zinedine Zidane e não Diego Simeone é o campeão. O Real Madrid conquista sua 11ª Champions League, consolidando ainda mais a incontrastável condição de maior vencedor do principal torneio de clubes do mundo. São concepções muito diferentes de futebol.

A “Undécima”, tão sonhada pela torcida do Real Madrid, foi conquistada em pleno San Siro, palco em que desfilam dois clubes também importantes no futebol europeu – Milan e Inter – mas, que somados, chegam a apenas 10 troféus. Tem razão o presidente Florentino Perez: ” Para nós madridistas, a Champions está em nosso DNA”.

Festa do Real

Foi um duelo espetacular, com as equipes alternando o controle do jogo, com os jogadores esgotando suas energias nos 120 minutos de bola rolando.

O Real saiu na frente com Sergio Ramos – eleito o melhor em campo pela UEFA – aos 15 minutos do primeiro tempo, em posição ilegal. E, Carrasco igualou para o Atlético, aos 34 minutos do segundo. Na prorrogação, inexplicavelmente, o Atlético se mostrou tímido, cauteloso, parecendo apostar na decisão por pênaltis. O Real, ainda que mais esgotado fisicamente, se mostrou mais corajoso.

Nem Cristiano Ronaldo, nem Griezmann – que desperdiçou um pênalti ainda no termo normal de jogo – estiveram em seus melhores dias. Casemiro, Kroos, Gabi e Carrasco foram monstruosos, completos, perfeitos e modernos com e sem a bola.

Na disputa por penalidades, o corretíssimo lateral Juanfran, do Atlético e seleção espanhola, falhou enquanto a bola decisiva ficou sob a responsabilidade do artilheiro da competição Cristiano Ronaldo: 5 a 4 para o Real. Como curiosidade: todas as cobranças do Real Madrid foram do lado esquerdo de Oblak e todas as do Atlético foram do lado direito de Keylor Navas.

Cristiano Ronaldo, sem jogar bem, decidiu (foto - AFP- Filippo Monteforte)

Cristiano Ronaldo, sem jogar bem, decidiu (foto – AFP- Filippo Monteforte)

Zinedine Zidane merece ter seu trabalho reconhecido. Foi ele quem deu equilíbrio, tranquilidade e harmonia a um plantel rico em estrelas mas que não se encontrava e caminhava para o precipício no meio da temporada. Seu Real Madrid não foi brilhante, mas se recuperou também na La Liga e por pouco não a conquistou, chegando a apenas 1 ponto do Barcelona campeão.

No auge da festa de entrega das medalhas, um abraço se destacou de todos os demais. Zinedine Zidane confessou que fez questão de agradecer ao presidente Florentino Perez sua escolha para ele foi o sucessor do atabalhoado Rafa Benítez: “presi, eu consegui!” Zidane foi justo. Numa temporada tumultuada e de graves erros do próprio Florentino Perez, numa decisão o presidente acertou em cheio: a de indicar o ex-craque francês para técnico.

Zinedine Zidane mudou o destino do Real na temporada (foto - AFP - Filppo Monteforte)

Zinedine Zidane mudou o destino do Real na temporada (foto – AFP – Filppo Monteforte)

Diego Simeone tem méritos inegáveis, afinal ele disputou uma segunda final de Champions em 3 temporadas. Ele tem um plantel sob absoluto controle e que vem se revelando dos mais competitivos do continente. O problema é que, além de exagerar no comportamento extravagante na beira do gramado, ele poderia, com os jogadores que tem à disposição, praticar um futebol menos pragmático e mais ousado. Mais uma vez, por vários momentos, seu Atlético foi ambicioso, dominante em boa parte desta final. Por que não buscar este estilo sempre? Na prorrogação, entretanto, inexplicavelmente renunciou ao jogo, ainda que parecesse mais inteiro fisicamente, e correu o risco de sequer ir às penalidades.

Na entrevista coletiva após a partida, Simeone foi razoável, diferente de quando recebeu sua medalha: “não sei o que dói mais. Dói ver nossa gente que pago a entrada, viajou e sonhou. Eu, como responsável, não pude dar-lhes uma alegria. Não creio em justiça no futebol. Ganha quem merece ganhar. As desculpas não foram feitas para mim”.

O título da Champions League 2015/16, portanto, está sendo comemorado na praça de Cibeles, no centro de Madri. Pela décima primeira vez na história.

 

 

 

 

 

 

 



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