Real esbarra em Hart e Kompany e decisão fica para Madri



O empate em 0 a 0 entre Manchester City e Real Madrid na partida de ida no Etihad Stadium transfere para a partida de volta no Santiago Bernabéu a solução de uma das semifinais da Champions League 2016/17. Em tese, o resultado acabou sendo favorável ao clube inglês: não jogou bem, poderia ter sido batido em casa e parte para o jogo da volta sem ter tomado gol.

Os problemas físicos de Cristiano Ronaldo e Karim Benzema acabaram comprometendo as chances da equipe espanhola. O craque português sequer entrou em campo em função de um problema no músculo anterior da coxa, provocado no treinamento da véspera da partida e diagnosticado em exame de ressonância magnética realizado na manhã de hoje numa clínica em Manchester. Benzema não suportou mais do que o primeiro tempo, quando praticamente foi figura decorativa em campo, com uma escalação quase injustificável. Ambos os problemas certamente reacenderão as críticas ao trabalho do médico principal do clube, Dr Jesús Olmo, que há muito tempo vendo sendo questionado pelo elenco do Real Madrid.

Imagem rara num jogo do Real: Cristiano Ronaldo de fora (foto - Paul Ellis/AFP)

Imagem rara num jogo do Real: Cristiano Ronaldo de fora (foto – Paul Ellis/AFP)

Apesar dos problemas com 2 dos 3 atacantes de seu poderoso BBC, o Real Madrid poderia ter vencido a partida.O goleiro Hart foi o principal destaque do clube inglês, com defesas notáveis em conclusões quase fatais de Serigo Ramos, Jesé, Casemiro e Pepe. O zagueiro belga Vincent Kompany também viveu uma jornada brilhante contribuindo decisivamente para que sua defesa não fosse vazada. Foi o vencedor indiscutível do duelo com o sempre perigoso galês Gareth Bale.

O placar, no entanto, pode até ser celebrado pela equipe de Manuel Pellegrini que saiu sem tomar gols da partida de ida. O técnico chileno saiu satisfeito com o rendimento de seus jogadores, destacando a relevância do problema muscular de David Silva, substituído aos 40 minutos, ficando praticamente descartado para a volta em Madri.

Por certo a atuação do Manchester City nesta primeira semifinal de sua história não deve ter entusiasmado sua torcida ou a mídia inglesa pela falta de ousadia e espírito ofensivo. Tudo indica que Pellegrini optou por uma estratégia inspirada em experiências bem sucedidas noutras edições de Champions League lideradas por José Mourinho e Diego Simeone que investiram num 0 a 0 caseiro para arriscar tudo na partida de volta no campo do adversário.

Qualquer estratégica mais ousada do City para o Bernabéu deverá passar pela indispensável contribuição de Kevin De Bruyne. O jovem belga é a inspiração que resta em termos ofensivos para que o clube inglês alcance sua inédita final europeia diante das quase inevitáveis ausências de David Silva e Yayá Touré.

Para o Real a história joga a favor. Em 7 de outras 8 eliminatórias em que saiu na primeira partida com 0 a 0 o clube passou para a fase seguinte.

 

 

 

 



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