PSG quer se adequar ao Fair Play Financeiro para evitar punições da UEFA



O PSG é, no momento, um dos clubes mais visados do futebol europeu. Os vultosos investimentos que realizou nas últimas temporadas e que culminaram na aquisição exorbitante de Neymar junto ao Barcelona por € 222 milhões o colocaram numa posição vulnerável. Afinal, como pode o clube que ocupa a sexta posição no ranking dos clubes europeus que mais arrecadaram na temporada passada – € 520.9 milhões – realizar uma transferência mais cara do que são capazes os que clubes que arrecadam mais do que ele?

O presidente da La Liga, Javier Tebas, é um dos mais ácidos críticos do modelo de gestão do clube parisiense adotado pelos seus proprietários qataris. O dirigente espanhol questiona a consistência de alguns contratos de marketing do clube francês e o fato de que, em última instância, ele seja de propriedade de um estado soberano, no caso, do emirado do Qatar.

Nasser Al-Khelaïfi e Neymar agitaram o mercado (foto – Kenzo Tribouillard)

Neste ambiente os dirigentes do PSG, liderados pelo presidente Nasser Al-Khelaïf estariam estudando maneiras inquestionáveis e transparentes de atender às regras do Fair Play Financeiro adotado pela UEFA de modo a evitar punições como a proibição de novas contratações ou o impedimento de participar das competições europeias. Segundo a rádio francesa RMC a direção do clube parisiense estaria estudando como ampliar suas receitas em € 80 milhões na atual temporada e equilibrar assim seu orçamento. Até agora os estudos apontariam na direção de 4 alternativas:

1 – Venda de jogadores – este é o naturalmente a solução mais prática e com capacidade de gerar resultados imediatos. Os nomes do argentino Ángel Di Maria, do brasileiro Lucas Moura e do tunisiano/francês Hatem Ben Arfa surgem naturalmente. O problema de um lado é que os 3 se desvalorizaram desde que chegaram a Paris e, de outro, o mercado sabe da necessidade do PSG de negociá-los o que os desvaloriza ainda mais.

2 – Renegociação de contratos de marketing – este caminho não poderá envolver evidentemente no momento qualquer empresa qatari, já acusadas de pagar valores acima dos praticados pelo mercado a fim de inflar as receitas do clube e driblar os limites impostos pelo próprio Fair Play Financeiro. Assim resta ao clube propor aos seus 2 principais patrocinadores – Emirates (€ 30 milhões/ano) e Nike (€ 25 milhões/ano) a antecipação da renovação dos contratos com a ampliação dos mesmos mediante o aporte imediato de algum valor.

3 – Elevação da receita de bilheteria – O PSG tem a previsão de arrecadar em torno de € 92.5 milhões na venda de ingressos para o Parc des Princes nesta temporada. Não é normal um clube europeu rever e elevar o preço dos ingressos no meio de uma temporada. Dificilmente os dirigentes adotarão uma solução deste tipo dado o desgaste que ela geraria.

Lucas está desde 2013 no PSG (foto – psg.fr)

4 – Torcer pela eliminação precoce do Monaco na Champions League – esta alternativa independe da vontade e da ação dos dirigentes do PSG e seria a mais maquiavélica. Os clubes franceses terão direito a € 75 milhões na Champions League em função do marketing share. Se o PSG avançar na competição e o Monaco for eliminado isto poderia gerar uma receita adicional neste item de cerca de € 8 milhões.

Ampliação das receitas via monetização das plataformas digitais

Os esforços do PSG na ampliação consistente de suas receitas envolvem também ações de médio e longo prazo. Uma delas é a profissionalização da gestão de suas mídias digitais com “o objetivo de impulsionar a estratégia de desenvolvimento do PSG em todas as plataformas digitais para otimizar a difusão e monetização do seu conteúdo a nível internacional”.

Russell Stopford é mais um craque do Barça que chega ao PSG (texto – psg.fr)

Neste sentido o clube anunciou, ontem, a contratação de Russell Stopford, de 46 anos, para diretor digital. Ele já exerceu a função no Barcelona e no Manchester City, além de ter dirigido o marketing dos produtos digitais do Perform Goup, líder europeu em conteúdo esportivo multímídia.

Stopford se formou na Universidade de Oxford e aprofundou seus estudos em inteligência artificial na Universidade de Edimburgo.

O PSG também é parceiro ao lado de outros 79 clubes, dentre eles Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Manchester City, Porto, Olympique de Marselha, Liverpool, Arsenal, Juventus, Milan, Corinthians, Santos e América do México da plataforma digital Dugout que tem como principal meta monetizar o conteúdo que os clubes geram para suas várias mídias sociais.



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