Pressão espanhola dá resultado e UEFA decide realizar auditoria independente no PSG



Atualizado às 19:14h de 07/02/2018

 

A UEFA decidiu que sua comissão de controle contábil dos clubes realizará uma auditoria independente para averiguar as condições dos contratos do PSG com as seus patrocinadores do Qatar. A notícia foi publicada pelo diário francês L’Équipe.

A medida é uma vitória do presidente da La Liga, Javier Tebas, e do presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu. Ambos os dirigentes tem sido incansáveis em questionar o tipo financiamento que o PSG desfruta de empresas qataris. Segundo eles os contratos pagam valores irreais ao clube parisiense e burlam as regras do Fair Play Financeiro. O grande ameaçado é o presidente do clube francês Nasser Al-Khelaiff, acusado de presidir um clube financiado pelo Fundo Soberano do Qatar.

Segundo a matéria do L’Équipe tudo indica que o PSG será obrigado a tomar medidas que gerem ainda mais do que 75 milhões para conseguir equilibrar suas contas.

Neymar, a transferência que provocou os dirigentes espanhois. (foto – Kenzo Tribouillard)

A averiguação deverá focar nos contratos de patrocínio com o Qatar National Bank, a empresa de telefonia Ooredoo, o canal de televisão BeIn Sports, a empresa de promoção do turismo do Qatar e com o hospital Aspetar, especializado em ortopedia esportiva. O objetivo é apurar se os valores pagos pelas empresas são coerentes com os valores reais do mercado.

O PSG ainda está longe de atingir a meta estabelecida pelo FPF de gerar € 75 milhões para equilibrar suas contas na atual temporada. Por enquanto ele gerou apenas € 28 milhões com a negociação do brasileiro Lucas Moura para o Tottenham. Outras vendas, independente do resultado do trabalho da auditoria, necessariamente ocorrerão.

O L’Équipe garante que o PSG pretende renegociar seu contrato de  € 25 milhões anuais com a Nike, baseado na mudança de visibilidade do clube, a partir da contratação de Neymar por impressionantes € 222 milhões e do jovem atacante francês Kylian Mbappé.

O caso aberto pela UEFA não está sendo acompanhado apenas pelos dirigentes espanhóis. Os dirigentes do Bayern de Munique, Uli Hoeness e Karl-Heinz Rummenigge, tem feito reiteradas declarações críticas em relação aos valores pagos na aquisição de jogadores por outros grandes clubes europeus. Na própria Ligue 1 o presidente do Lyon, Jean- Michel Aulas, vem levantando questionamentos sobre os artifícios utilizados pelo PSG para lastrear o aporte de recursos fora do padrão dos demais clubes do país.

 



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