Presidente da La Liga denunciará o PSG por desrespeitar o Fair Play Financeiro



Atualizado às 16:35h de 28/07/2017

 

Javier Tebas, presidente da La Liga, está em Miami onde acompanhará, neste sábado, o primeiro “El Clásico” da temporada, entre Barcelona e Real Madrid, na disputada da ICC (International Champions Cup) que vem se constituindo numa importante vitrine para divulgação do futebol espanhol.

Javier Tebas ( foto - site oficial da LEF)

Javier Tebas ( foto – site oficial da La Liga)

O dirigente revelou ao jornalista Manuel Bruña do diário catalão Mundo Deportivo que a La Liga vai se posicionar contra o PSG: “nós faremos uma denúncia contra o PSG porque ele está violando as regras de Fair Play Financeiro da UEFA e as regras de competição comercial estabelecidas pela União Europeia. Faremos um relatório para a UEFA e, se necessário, vamos acioná-lo nos tribunais suíços. Tabém não descartamos os próprios tribunais da França e da Espanha “.

Tebas garantiu que “vamos apresentar a denúncia imediatamente” e negou que o problema se restrinja ao assédio do clube francês junto a Neymar: “a queixa é por tudo o que tem surgido nos meios de comunicação. Se não fizemos antes foi porque eu queria levantar a questão primeiramente no ambiente UEFA, mas as coisas foram longe demais. Estou muito preocupado com o que estou lendo na mídia e a La Liga não pode ficar de braços cruzados. Não é uma questão do Barcelona, é um tema futebol espanhol. Hoje é o Barça, mas amanhã pode ser o Real Madrid, o Atlético ou outro clube espanhol. ”

Tebas assegura que sua iniciativa é exclusiva da La Liga, sem qualquer articulação com os dirigentes do Barcelona. Ele revela se reuniu com Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, em maio: “cerca de dois meses atrás eu recebi o presidente do PSG na La Liga. Eu lhe disse que íamos fazer e porquê. Ele ficou com raiva de mim, mas a La Liga deve defender nossos clubes nessas situações”.

Neymar: O "N" do MSN espetacular do Barça (foto do site oficial do FC Barcelona)

Neymar: O “N” do MSN espetacular do Barça. Até quando? (foto do site oficial do FC Barcelona)

Há duas semanas o Barcelona se vê ameaçado pela possibilidade de que o PSG deposite a multa rescisória de € 220 milhões estabelecida no atual contrato de Neymar que vai até junho de 2021 . O jogador brasileiro, desde então, tem se mantido num silêncio preocupante para os dirigentes barcelonistas. Segundo o diário catalão Sport, o pai do jogador cobrará na próxima segunda-feira a comissão de € 26 milhões que teria sido acordada no momento em que o novo contrato foi firmado.

Diante do noticiário o mundo do futebol passou a discutir a razoabilidade de um clube pagar um valor tão alto para contratar o jogador e as consequências no futuro. O assunto também vem sendo analisado diante das regras do Fair Play Financeiro da UEFA. O PSG tem sido acusado de se valer de soluções artificiais para burlar o regulamento europeu.

 

Bandeira da UEFA

 

 

O Fair Play Financeiro (FFP) da UEFA visa melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes. Segundo o site oficial da UEFA “ele foi aprovado em 2010 e entrou em funcionamento na prática em 2011. Desde então, os clubes que se qualificam para as competições da entidade têm de provar que não tem dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, previdência social e autoridades fiscais. Por outras palavras, têm que provar que pagaram as contas.

A partir de 2013 os clubes passaram a ter de respeitar uma gestão equilibrada, que por princípio significa que não gastam mais do que ganham, restringindo a acumulação de dívidas. Para avaliar estas questões, o Comitê de Controle Financeiro dos Clubes da UEFA (CFCB) analisa, em todas temporadas, as contas consolidadas de todos clubes – participantes nas competições da UEFA – dos últimos três anos. As primeiras sanções e exigências para clubes que não cumpram o requisito de equilíbrio financeiro foram estabelecidas na sequência da primeira avaliação, realizada em Maio de 2014. As condições referente ao desrespeito aos requisitos de equilíbrio passaram a entrar em vigor a partir da temporada de 2014/15.

A partir de junho de 2015, a UEFA atualizou os seus regulamentos (como faz de tempos em tempos com todos os regulamentos), para abordar circunstâncias específicas, com o objectivo de encorajar mais investimento sustentável, ao mesmo tempo que mantém o controle sobre gastos excessivos. As situações previstas incluem clubes que necessitam de reestruturação de sua operação, que enfrentem crises econômicas passageiras e outros que operam em deficiências estruturais permanentes de mercado na sua região. Pela primeira vez o trabalho da CFCB é potencialmente ampliada para incluir clubes ainda não qualificados para competições da UEFA, mas que prevêem e querem participar nelas no futuro”.



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