Payet encanta o Stade de France na abertura da EURO 2016



Atualizado às 11:31 de 11/06/2016

 

A Eurocopa teve início em grande estilo. A França mereceu, mas sofreu para derrotar a Romênia, por 2 a 1, no Stade France em Paris, no jogo de abertura da competição. Desde a Euro de 2000 quando a Bélgica, organizadora da competição ao lado da Holanda, venceu na estréia, a seleção anfitriã não estreava com vitória.

Foi um jogo disputadíssimo, com a França acabando com 63,5% de posse de bola, com 80% de precisão nos 538  passes que trocou. No entanto a Romênia teve, logo as 2 minutos, duas chances claríssimas de gol com Bogdan Stancu, que poderiam ter transformado a partida, mas que esbarraram no arqueiro francês Loris.

Loris evita em cima da linha o gol de Stancu (foto - eufa.com)

Loris evita em cima da linha o gol de Stancu (foto – uefa.com)

Aos poucos,  a equipe de Didier Dechamps foi se impondo, dominando o meio campo sempre povoado por N’GoloKanté, Blaise Matuidi, Paul Pogba e Dimitri Payet – o melhor jogador da partida – e tendo Olivier Giroud e Anthony Griezmann na frente em constante movimentação.

Payet, meia atacante do West Ham inglês, foi decisivo na vitória francesa. Foram dele os passes para as principais chances, inclusive para o primeiro gol da competição, de autoria de Giroud, de cabeça aos 12 minutos da segunda etapa.

A Romênia deu a impressão de que não se reabilitaria do golpe, mas acabou empatando, 8 minutos depois, através de Stancu, cobrando um pênalti sofrido por ele próprio.

Revigorada emocionalmente a Romênia tentou administrar a partida, mas a busca obstinada da França pela vitória e a atuação de Payet foram recompensadas com seu gol aos 43 minutos. Payet descobriu um espaço de fora da área e desferiu um petardo indefensável para o gigante goleiro Tataranu de 1,98m.

Payet brilhou manteve o brilho da Premier League na EURO (foto - uefa.com)

Payet, 29 anos, brilhou manteve o brilho da Premier League na EURO (foto – uefa.com)

A partida simbolizou o confronto de dois estilos opostos, mas consistentes, de jogar futebol competitivo nos dias de hoje. De um lado, a França tentando controlar o jogo, com a troca intensa de passes, com a movimentação ininterrupta de seus jogadores de meio campo para frente. De outro a Romênia, organizadíssima defensivamente, mas preparada e disposta a atacar em velocidade em contra ataques. Por pouco o embate não resultou num empate.

A diferença surgiu no talento e na inspiração do melhor jogador em campo: Dimitri Payet, como que para nos alertar mais uma vez que, a vocação, a técnica, a auto-confiança dos jogadores são, em última instância, a arma que nenhuma organização tática tem condições de neutralizar.

O craque existe para decidir partidas e competições. Quando se esperava que Paul Pogba ou Anthony Griezmann cumprissem este papel, surgiu Dimtri Payet e resolveu a partida.

Didier Dechamps homenageou o jogador ao substituí-lo por Sisoko, logo em seguida ao gol, fazendo com o que ele saísse ovacionado pela enlouquecida torcida dos “Les Bleus”. Não terá Deschamps desferido “um tapa com luvas de pelica” em Karim Benzema que o acusou de racismo por não tê-lo convocado para o torneio?

 

 

 

 

 



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