Para o carioca californiano Tony Azevedo não há favorito ao ouro no polo aquático masculino



O PLANETA FUT VIVERÁ INTENSAMENTE OS ESPORTES DURANTE A RIO 2016

 

Tony Azevedo tem jeito de californiano, sotaque de gringo, nasceu no Rio de Janeiro, gosta de caipirinha, mas se considera essencialmente americano.

O numero 8 da seleção dos EUA, aos 34 anos, é o craque e o capitão do time. Ele se mostrou tranquilo após a derrota na estreia do torneio de polo aquático masculino para a Croácia por 7 a 5: “eles são os atuais campeões olímpicos. Estão aqui com praticamente o mesmo grupo que conquistou o ouro em Londres. Nosso time é bem diferente, muito mais jovem. Mas a gente ainda vai evoluir muito neste torneio”.

O próximo jogo da seleção americana será na segunda-feira contra a Espanha.

Azevedo tem certeza de que muita coisa ainda vai acontecer na competição: “acho que há pelos menos 6 times que podem conquistar um lugar no pódio. Até o Brasil que joga em casa, evoluiu muito e tem o (Felipe) Perrone que é extraordinário, o goleiro sérvio (Slobodan) Soro e o técnico croata (Ratko) Rudic”.

A solução adotada por alguns países de aproveitar jogadores naturalizados não conta com seu apoio por ser uma solução artificial de curto prazo e que acaba atrapalhando o surgimento de novos talentos nos países que adotam, como é caso do Brasil.

Tony Azevedo marcou 2 gols na estreia (foto -teamusa.org)

Tony Azevedo marcou 2 gols na estreia (foto -teamusa.org)

Azevedo tem uma relação muito clara com o Brasil: “nasci aqui, adoro vir ao Rio, mas fui muito pequeno para os EUA. Sou americano, Confesso que não sinto nada especial, por exemplo, quando toca o hino brasileiro. Amo o Rio, adoro caipirinha, mas sou americano”.

Azevedo esta adorando a experiência de jogar no Rio, com sua família próxima, presente nas arquibancadas e perto de seu pai, na Vila Olímpica. Ricardo Azevedo jogou a modalidade, treinou a seleção americana e está na Rio 2016 como técnico da seleção chinesa de polo aquático feminino que estreia na competição, na próxima terça-feira, contra a Hungria. Por isto ele não esteve presente no Parque Aquático Maria Lenk para ver seu filho jogar a primeira partida de sua quinta participação em Jogos Olímpicos.Logo USA polo

Azevedo tem um cartel vitorioso na seleção americana. Foi prata na Olimpíada de Pequim e ouro nos Jogos Pan Americanos de Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003), Rio (2007) e Guadalajara (2013).

O futuro do craque americano está indefinido. Ele pretende conversar com o SESI-SP, seu clube desde setembro de 2013, mas deixa escapar a sensação de que dificilmente renovará o contrato que se encerrará no final do ano. Nada muito novo na carreira deste campeão com espirito nômade, acostumado a deixar sua base em Long Beach, na Califórnia, para brilhar em outros países. Azevedo já jogou profissionalmente na Itália, Croácia, EUA e Montenegro.

Azevedo não é o único jogador de polo aquático importante defendendo a seleção de outro país na Rio 2016 e que nasceu no Rio de Janeiro. Pietro Figlioli, 32 anos, brilhou na seleção italiana na vitória emocionante sobre a Espanha de virada por 9 a 8 na primeira rodada do torneio. Os “cariocas” se enfrentarão no próximo domingo às 15:30 na última partida das suas seleções na fase de grupo.



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