País de Gales e Islândia fazem história na EURO



O futebol jogado pelas milionárias ligas nacionais europeias vem disseminando a premissa de que ele será eternamente dominado pelos times poderosos, ricos, formados essencialmente por muitos astros. No mais das vezes é isto mesmo o que acontece. Mas e se o fenômeno Leicester virar moda?

A EURO 2016, por exemplo, com 24 participantes, muitos deles vivendo a experiência inédita da fase final de uma competição continental, tem proporcionado surpresas formidáveis como as campanhas de Islândia e País de Gales que chegam a estágios da competição que a lógica indicava como improváveis.

A celebração do "vikings" pela classificação sobre a Inglaterra (foto - uefa.com)

A celebração do “vikings” pela classificação sobre a Inglaterra (foto – uefa.com)

O futebol é o esporte do imponderável. A Islândia superou a Inglaterra, merecidamente, por ter jogado melhor, por ter se imposto técnica e taticamente contra um elenco constituído por jogadores que atuam na liga de clubes mais poderosa do planeta. Quartas de final para a seleção de um país com 323 mil habitantes já tem um significado histórico incomensurável. Pouco importa o que aconteça neste domingo contra a poderosa França, seleção anfitriã. A destemida equipe dos “vikings” do futebol já disse a que veio.

O País de Gales tem Gareth Bale, mas está se revelando, acima de tudo, uma equipe organizada, solidária, ambiciosa, com um espírito coletivo que tem sido decisivo para o sucesso obtido até aqui.

Gareth Bale em êxtase (foto - uefa.com)

Gareth Bale em êxtase (foto – uefa.com)

Bale, o astro do poderoso Real Madrid, tem oferecido uma lição exemplar de humildade e desprendimento. Claro, ele se destaca nas partidas e funciona como referência para os companheiros em campo, mas seu comprometimento com o planejamento tático definido pelo técnico é inspirador e deveria se transformar em referência para todas estrelas do futebol mundial. Sua liderança não eclipsou, ao contrário, impulsionou as participações crescentemente importantes de jogadores como Ashley Williams, Paul Allen, Aaron Ramsey e Robson-Kanu.

Por isto, a seleção galesa tem exibido tudo aquilo que faltou à seleção belga, eterna promessa irrealizada do futebol europeu.

As seleções de País de Gales e Islândia já estão na história do futebol. E, como amantes deste esporte, devemos agradecer a subversão à ordem natural das coisas que elas tem provocado.



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