O tridente WND lidera a vitória brasileira sobre o Peru



De Salvador

Há tempos só se fala da Neymardependência da Seleção Brasileira. Pois a goleada do Brasil sobre o Peru por 3 a 0 na Arena Fonte Nova,  em Salvador, sugere que aqueles que subestimam o potencial do time brasileiro, notadamente dos seus atacantes, precisam reavaliar seus conceitos.

Sem um centro avante clássico, função que foi exercida de maneira heterodoxa e altruísta por Neymar, e com Douglas Costa e Willian em noite inspirada, o Brasil encerrou a temporada de 2015 na terceira colocação das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Talvez tenha sido a primeira efetiva atuação do WND, um novo tridente ofensivo que tem tudo para marcar época no futebol contemporâneo, formado por Willian, Neymar e Douglas Costa. Convenhamos, não são muitas as seleções na atualidade que podem contar com jogadores importantes de clubes como o Chelsea, Barcelona e Bayern de Munique no seu ataque.

D. Costa abre o caminho para a vitória (foto -)

D. Costa abre o caminho para a vitória (foto -)

Não foi uma atuação antolológica, mas foi uma performance sólida o suficiente para construir uma vitória categórica. Até os 16 minutos do primeiro tempo, inclusive, a Seleção Brasileira esteve confusa e dominada – dando oportunidade para uma chance incrível desperdiçada por Guerrero logo aos 2 minutos – mas, aos poucos, ela foi se impondo a ponto de abrir o marcador aos 21 minutos. Elias e, principalmente, Willian construíram uma ação ofensiva concluída por Douglas Costa de dentro da pequena área, abrindo o caminho da vitória brasileira.

A novidade no meio campo da equipe de Dunga foi a movimentação mais intensa de Elias, principalmente pelo lado direito, enquanto Renato Augusto se posicionava como segundo volante pela esquerda e Luiz Gustavo funcionava como primeiro volante mais centralizado. William e Douglas Costa ocupavam os corredores externos defensiva e ofensivamente com competência e criatividade. Através deles, de seus dribles, de suas infiltrações, de suas assistências e, pela movimentação inteligente e incessante de Neymar, os espaços na defesa peruana começaram a aparecer.

Willian e D. Costa foram os destaques brasileiros (foto - Rafael Ribeiro/CBF)

Willian e D. Costa foram os destaques brasileiros (foto – Rafael Ribeiro/CBF)

No segundo tempo a Seleção Brasileira voltou mais agressiva e menos previsível ainda. Os espaços foram sendo repetida e magnificamente aproveitados por Douglas Costa e Willian, principalmente. Neymar contribuiu atraindo a marcação sempre de pelo menos dois jogadores peruanos. Por trás, chegavam de maneira cada vez mais coordenada e rotineira Dani Alves, Renato Augusto, Elias e Filipe Luís.

Os gols de Renato Augusto (12 do segundo tempo) e Filipe Luís (32 do segundo tempo) tiveram a participação decisiva de Douglas Costa, comprovando a tese de que contra uma defesa fechada a jogada individual e o drible são armas indesprezíveis.

Dunga está certo em buscar novas soluções para a equipe brasileira. Ele tem recursos para isto, jogadores de qualidade e versáteis, capazes de se adaptar a soluções táticas diferentes para cada situação. Um grande seleção não nasce de um dia para o outro, não surge sem o entrosamento mínimo entre seus componentes e sem a auto-confiança indispensável aos vencedores.

A Seleção Brasileira, em síntese, esteve longe da perfeição, mas se mostrou mais sólida defensivamente, em especial nas bolas aéreas, e evoluiu ao longo da partida em termos de conjunto e de capacidade de oferecer perigo ao adversário. Ela chega ao final de 2015 na terceira colocação das eliminatórias a 5 pontos de diferença do líder Equador, mas com potencial de crescimento inegável.

Renato Augusto fez seu primeiro gol na Seleção (foto - Rafael Ribeiro/CBF)

Renato Augusto fez seu primeiro gol na Seleção (foto – Rafael Ribeiro/CBF)

Neymar não foi protagonista, mas foi peça importante na atuação da equipe brasileira. Sorte a do Brasil que pode, vez por outra, ter um coadjuvante excepcional como o craque brasileiro do Barcelona. Dependerá muito dele, de sua genialidade, de sua categoria, mas também de sua modéstia em noites como a de ontem em Salvador, a consolidação do tridente WND como uma referência no futebol mundial.

 

 

 

 

 



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