O Real de Zidane lembra o Barça de Guardiola?



Atualizado às 12:32h de 22/08/2017

 

Nas finais da Supercopa da Espanha o Real Madrid venceu soberanamente o Barcelona por 3 a 1, com 38,5% de posse de bola, no Camp Nou. e por 2 a 0, no Santiago Bernabeu, com 53% de posse de bola. No domingo, na primeira partida da La Liga 2017/18, o Real foi ao estádio Riazor e venceu o La Coruña com outros 3 a 0 e expressivos 68.2% de posse de bola.

Os fatos e os números indicam que o Real Madrid de Zinedine Zidane, aos poucos, vai se transformando numa equipe dominadora, envolvente e que aperfeiçoa cada vez mais a arte de ter a posse da bola como instrumento de imposição de sua superioridade técnica. Não por acaso, o diário Marca tem uma sugestiva manchete em sua edição impressa desta terça-feira: “O balão é do Madrid”.

O Real Madrid de Zidane se assemelha cada vez mais ao Barcelona dos tempos áureos de Pep Guardiola. E o faz sem abdicar de uma arma letal que sempre geriu com invejável eficiência e maquiavelismo: os contra ataques, notadamente quando conta com o trio BBC em campo ou intercala momentos de marcação sob pressão com outros em que atrai o adversário para seu campo. Esta dualidade ofensiva só é possível por se valer de um elenco altamente técnico, inteligente e com espírito gregário, em especial no meio campo, composto por alguns dos melhores especialistas do mundo.

Zinedine Zidane já soma 9 troféus à frente do Real (foto - AFP - Filppo Monteforte)

Zinedine Zidane já soma 9 troféus à frente do Real (foto – AFP – Filppo Monteforte)

Zidane conquistou, em muito pouco tempo, uma estabilidade com que sonharam outros técnicos do Real Madrid. E tem sabido se valer dela. Suas conquistas nestes 19 meses de trabalho não podem ser menosprezadas, ainda mais por ser esta sua primeira experiência, de fato, como técnico de uma equipe profissional: 1 La Liga, 1 Supercopa da Espanha, 2 Champions League, 2 Supercopas da Europa e 1 Mundial da Clubes. Neste período, a equipe sob comando de Zidane perdeu apenas 7 partidas, o mesmo número de títulos que conquistou.

O gol de Casemiro, o segundo na vitória sobre o La Coruña, pode servir de síntese desta forma imperativa de exercer o controle de um jogo e de transformá-la no objetivo mais fundamental de uma equipe: em gol. De um campo ao outro, foram 44 toques na bola em exatos 107 segundos. Na sequência, cada um dos jogadores do Real tocou pelo menos 1 vez na pelota, sendo que Isco e Modric abusaram com 8 participações e Kroos com 6. Os 3 maestros da equipe regeram o lance que foi concluído por Casemiro, o mais “volante” dos meio campistas da equipe, na posição de centro avante, de dentro da pequena área.

Convenhamos, Casemiro marcar gol não não ser mais encarado como obra do acaso. Não foi na final da Champions League, em Cardiff, quando fez o segundo tento contra a Juventus. Não foi em Escópia, na final da Supercopa Europeia, ao marcar contra o Manchester United. É, isto sim, produto do aprimoramento de um modo de jogar futebol que Zidane só faz evoluir e reinventar continuamente.

Os espetáculos coletivos do meio campo do Real Madrid de Zidane, Casemiro, Modric, Kroos e Isco, aos poucos, vão lembrando os verdadeiros recitais dos melhores momentos do Barcelona de Guardiola, Búsquets, Xavi, Iniesta e Messi. Em termos de eficiência este processo já maturou com a conquista de 2 Champions League consecutivas. O que ainda estará por vir?

 



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