O Maracanã e Neymar mereceram o ouro.



O PLANETA FUT VIVERÁ INTENSAMENTE OS ESPORTES DURANTE A RIO 2016

Atualizado às 07:56 de 21/08/2016

O Brasil finalmente conquistou o ouro olímpico no futebol. E foi no Estádio Mário Filho, o mundialmente venerado Maracanã. E foi nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ao longo do jogo eu não parava de pensar: “este estádio não merece sediar uma nova decepção comparável com a da Copa de 50” da fatídica e cruel derrota na final para o Uruguai sobre a qual eu tanto li nos arquivos do “Jornal dos Sports” e tanto conversei a respeito com o meu mestre Geraldo Romualdo da Silva.

O Maracanã que viveu momentos inesquecíveis com a Seleção Brasileira de Zizinho e Ademir, de Nilton Santos Didi, Pelé e Garrincha, de Gerson e Tostão, de Zico e Falcão, de Romário e Bebeto, de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo, não poderia experimentar uma frustração gigante com a Seleção de Neymar.

Na verdade nem o Maracanã, nem Neymar – este jogador extra-terrestre formado no Santos FC e que nos encanta a cada da partida que atua pelo FC Barcelona – mereciam qualquer outro resultado que não a inédita medalha de ouro.

Dois gigantes na conquista do ouro (foto - Paulo Sérgio-Lancepress!)

Dois gigantes na conquista do ouro (foto – Paulo Sérgio-Lancepress!)

O craque  da mítica camisa 10 verde e amarela fez uma partida magnífica. Neymar assinalou um gol magistral de falta, à perfeição de Zico, colocou pelo menos 3 companheiros em condições claras para marcar e, ao final, cobrou o pênalti que assegurou a única conquista que faltava ao incomparável histórico de títulos da Seleção Brasileira.

Aos 24 anos, Neymar já provou que veio para fazer história, para integrar a galeria dos imortais jogadores de futebol do planeta. Como escreve o site do diário Marca, de Madri, ele protagonizou o “Neymaracanazo”. Como assinala o site do diário Mundo Deportivo da sua Barcelona “a história dos Jogos Olímpicos tinha guardado um capítulo especial para Neymar. O último e mais dourado”.

Neymar e Weverton foram decisivos, Renato Augusto foi gigante nos 120 minutos e nas cobranças assim como Marquinhos, Rafinha e Luan e o sonho que parecia irrealizável do ouro olímpico virou realidade.

O ouro junto a camisa mais gloriosa do futebol mundial (foto - Vanderlei Almeida/AFP)

A seleção do país mais vitorioso do futebol mundial (foto – Vanderlei Almeida/AFP)

 

Foi um jogo dificílimo, especialmente no primeiro tempo quando a Alemanha jogou como um time grande, buscou o jogo e ameaçou o gol brasileiro. Depois do empate na segunda etapa, o time alemão se acovardou e jogou exclusivamente para levar a decisão para as cobranças de pênaltis. Ainda que com uma equipe de terceira linha, desconfio que o futebol praticado no final da decisão não deve ter deixado o técnico da seleção principal alemã Joachim Löw feliz com o que viu.

A equipe de Horst Hrubesch que não alcançou o ouro, perdeu a linha ao não aplaudir a Seleção Brasileira no momento do pódio. Mas, pelo durante a entrevista coletiva. o técnico alemão foi cavalheiro e elegante com os fatos: ” O Brasil está de parabéns, claro, mas acho que o futebol ganhou com a partida”

Rogério Micale se mostrou um técnico arrojado e bafejado pela sorte. Sua equipe acabou se superando e se afirmando na hora certa da competição.

O futebol brasileiro vive um momento delicado. Mas está longe da crise técnica que se apregoa. Os 10 a 1 da última Copa do Mundo – 7 a 1 da Alemanha somado aos 3 a 0 da Holanda – representaram um fracasso incontrastável em sua história, mas que em grande parte se deveu a fatores determinados pelas circunstâncias específicas daquele grupo e daquela competição.

E por que eles aconteceram fora do Maracanã e sem Neymar em campo.

 

 

 

 



MaisRecentes

Há 50 anos, o “Bola de Ouro” húngaro Albert vestia a camisa 9 do Flamengo



Continue Lendo

FIFA revoltada com ausência de Messi na festa do “The Best”



Continue Lendo

Última chamada na Champions League: 7 clubes disputam 4 vagas.



Continue Lendo