No Stade de France: Dunga 3 x 1 Deschamps.



A Seleção Brasileira do técnico Dunga venceu de forma categórica a França de Deschamps por 3 x 1 no Stade de France em Paris. É a primeira derrota francesa após a Copa do Mundo do Brasil. Isto diz muito. Não foi sobre um adversário qualquer, nem num ambiente favorável, não é verdade? Como escreve o site do diário L´Équipe: “O Brasil esfria os Azuis”. Agora são 7 partidas e 7 vitórias sob o comando de Dunga. Com a presença ilustre do Presidente da República Francesa François Hollande na tribuna de honra.

Seleção venceu com a atuação equilibrada de todo o time (foto - site oficial da CBF)

Seleção venceu com a atuação equilibrada de todo o time (foto – site oficial da CBF)

A supremacia brasileira teve início no primeiro tempo e se aprofundou no segundo. A posse de bola foi praticamente a mesma entre as equipes, mas a Seleção chutou mais a gol (7×11) e com maior precisão (5×8). É o caso nem sempre habitual numa partida de futebol em que os números explicam o placar.

O gol francês surgiu numa falha da defesa brasileira. É imperdoável que um cabeceador da qualidade e da força de Varane suba tão absoluto num cruzamento de escanteio.

O empate brasileiro resultou de uma infiltração que combinou velocidade, técnica e criatividade. Oscar recebeu passe precioso de Firmino por entre as pernas de Varane e, de bico, marcou um gol que restabeleceu a confiança e o equilíbrio do time de Dunga.

A Seleção Brasileira voltou confiante para a segunda etapa, muito bem planejada taticamente e descobriu com inteligência os espaços entre o meio campo e a zaga franceses.

Neymar se soltou, brilhou e liderou o ataque na direção do gol adversário.

Neymar: 43 gols em 61 partidas pela Seleção (foto - site oficial da CBF)

Neymar: 43 gols em 61 partidas pela Seleção (foto – site oficial da CBF)

A marcação sobre pressão exercida pelo time brasileiro provocou o segundo gol. Luiz Gustavo recuperou a bola no meio campo, tocou para William que enfiou um passe milimétrico para Neymar, num movimento diagonal, invadir a área e chutar forte no ângulo de Mandanda.

O terceiro gol resultou de uma defesa magnífica do goleiro francês que espalmou para fora um chute fortíssimo de fora da área de Oscar. William cobrou o escanteio, Miranda realizou uma ação ofensiva, bloqueando a zaga francesa, emparedando-a e facilitando a cabeçada forte e para o chão de Luiz Gustavo.

A partida seguiu muito disputada até o final, com o time francês insistindo na pressão em infrutíferas bolas altas. As várias mudanças nos dois times nos últimos 15 minutos contribuíram para quebrar qualquer esforço de recuperação da França.

A manchete principal do site do insuspeito diário espanhol “Marca” deveria servir de reflexão para quem insiste em não reconhecer os resultados positivos da equipe de Dunga nos amistosos desde que voltou ao comando da Seleção: “Brasil recupera a confiança goleando a França em Paris”.

ATUAÇÕES:

Jefferson – cada vez mais titular. Impecável.

Danilo – bem, mas escorregou no gol de Varane.

Thiago Silva – seguro. Está em grande forma. Voltou bem à Seleção.

Miranda – falhou no gol, mas mostrou personalidade se impondo na zaga em seguida.

Filipe Luís – não é brilhante, mas é extremamente seguro e competitivo.

Oscar mostrou instinto de artilheiro (foto: site oficial da CBF)

Oscar mostrou instinto de artilheiro (foto: site oficial da CBF)

Luiz Gustavo – um volante moderno e participativo. Mostrou faro de atacante na cabeçada do terceiro gol.

Elias – discreto e trabalhador.

Oscar – disperso no início, cresceu e se mostrou fundamental na vitória. Gol de atacante.

William – jogou bem, exatamente como no Chelsea.

Neymar – É fantástico, com ou sem Messi.

Firmino – não jogou fora a oportunidade. Excelente.

Douglas Costa, Souza, Fernandinho, Luiz Adriano e Marcelo– tiveram a honra de jogar no Stade de France.



  • Marcelo

    Só corrigindo: quem roubou a bola e fez o passe para William no segundo gol do Brasil foi Elias e não Luiz Gustavo!

    • Luiz Augusto Veloso

      Marcello,a recuperação da bola na verdade começou numa disputa aérea do Oscar. A bola sobrou para o Elias que a passou de novo para Oscar que devolveu para ele, que após arrancada, tocou para William. Movimentação coletiva rápida, vertical e perfeita. Obrigado!

  • Raphael Oliveira

    Boa matéria. Concordo com a análise de todos os jogadores, exceto Neymar. Fez um belíssimo gol, uma finalização no 1T e… só. Carregou a bola demais, por vezes fazendo com que a defesa francesa se reorganiza-se. Até procurou o Firmino em alguns lances, mas não foi o Neymar incisivo que nos acostumamos a ver. Até no Barcelona ele não está tão esplendoroso assim, perdendo gols (por mérito dos goleiros ou por própria deficiência)..

    • Luiz Augusto Veloso

      Raphael, Neymar pode fazer e normalmente faz a diferença a qualquer momento, mesmo quando ele não está numa jornada feliz. Sua movimentação é sempre a principal preocupação da defesa adversária. Ele joga mais sem a bola até do que costumamos perceber. A recente forma exuberante de Messi tem a ver com o trio MSN. São 3 jogadores letais para vc se defender. Obrigado pelo comentário!

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