Neymar e Thiago Alcântara brilham soberanos na Champions League



Foram duas quartas de final inesquecíveis da Champions League 2014/15 que definiram a participação de dois gigantes nas semi finais. De um lado, o Barcelona que bateu o PSG no Camp Nou, por 2 a 0, com Iniesta e principalmente Neymar brilhando acima dos demais companheiros. Um triunfo tão categórico que induziu o diário francês L´Équipe a escrever resignado: “O PSG ainda não é grande”.

De outro, em Munique, o Bayern jogou os primeiros 45 minutos mais espetaculares da temporada, conduzido pelo magistral Thiago Alcântara, numa performance coletiva exemplar. Pela primeira vez na história da Champions League uma equipe assinalou 5 gols no primeiro tempo de um jogo numa fase a seguir a de grupos. O 6 x 1 final, ainda que imponente, não expressou fielmente a superioridade da equipe de Pep Guardiola nos 90 minutos.

A tarefa barcelonista era mais tranquila do que a do Bayern é verdade. Além da vantagem obtida pelo placar elástico de Paris, os desfalques de Thiago Silva e Thiago Motta fragilizaram demais o sistema defensivo do time francês, que ainda por cima, se deparou com Neymar numa noite infernal a ponto de protagonizar a vitória de uma equipe que tem um ser de outro planeta como astro maior que é Lionel Messi.

É Neymar, e não Messi, o personagem principal das principais manchetes da imprensa mundial que tratam da partida, além de algoz impiedoso do PSG com 5 gols nas últimas 4 partidas entre os dois clubes.

Dani Alves fez o cruzamento para o segundo gol de Neymar (foto - site oficial do Barcelona CF)

Dani Alves fez o cruzamento para o segundo gol de Neymar (foto – site oficial do Barcelona CF)

Neymar, nesta semi final, fez de tudo, inclusive os dois gols, com assistências magníficas de “Don Andrés” no primeiro e de Dani Alves no segundo e acabou ofuscando a volta de um mais do que nunca individualista Zlatan Ibrahimovic num opaco PSG. Não por acaso, o brasileiro foi eleito o melhor jogador da partida pelos observadores da UEFA.

O Barcelona assegurou sua 8ª classificação às semi finais dentre na últimas 10 edições da Champions League. Com a vitória de ontem Luís Enrique passou a ser o treinador com melhor resultado nas 50 primeiras partidas à frente do plantel do Barcelona. Com 42 vitórias, 3 empates e 5 derrotas (143 gols a favor e 31 contra) ele alcança uma performance superior a de Helenio Herrera, Pep Guardiola, Bobby Robson, Louis Van Gaal, Rinus Michels e Johan Cruyff, dentre outros.

Luís Henrique, ex-jogador do clube, tem início inigualável como treinador (foto - site oficial do FC Barcelona)

Luís Henrique, ex-jogador do clube, tem início inigualável como treinador (foto – site oficial do FC Barcelona)

Em Munique, na Allianz Arena, o Bayern realizou uma das atuações coletivas mais espetaculares do futebol contemporâneo. Todos os jogadores atuaram em seu nível mais alto, dominando a partida desde o primeiro minuto, pressionando o adversário em todos os setores do campo, retomando a bola o mais rápido que podiam, jogando numa intensidade indomável para o time português. Nas circunstâncias do primeiro tempo, 5 gols acabaram não representando a superioridade do time alemão sobre o assustado e atônito adversário. Foi uma jornada não apenas de alta qualidade técnica, mas de demonstração de força moral e psicológica de um grupo que se sentiu desafiado pelo desempenho e pelo resultado da partida de ida.

 

Rafinha e Thiago comemoram a goleada impiedosa sobre o Porto (foto - site oficial do FC Bayern)

Rafinha e Thiago comemoram a goleada impiedosa sobre o Porto (foto – site oficial do FC Bayern)

Thiago Alcântara foi o líder e mentor da equipe, encarnando a filosofia e o jogo de Pep Guardiola dentro das quatro linhas. Ele fez de tudo: marcou, armou, organizou, distribuiu a bola, driblou, deu passe de letra, deu chapéu, fez lançamentos e até assinalou um gol de cabeça. Não é fácil quando uma equipe é tão superior a outra e com todos os jogadores brilhando, que alguém seja capaz de encantar ainda mais, ter luz própria num ambiente já luzente coletivamente. Pois, contra o Porto, Thiago Alcântara foi fascinante, com uma atuação comparável às mais memoráveis de Andrés Iniesta, Andrea Pirlo ou Gerson, “o canhotinha de ouro”.

A registrar o abraço efusivo com que Pep Guardiola saudou Thiago quando o substituiu pelo zagueiro Dante no último minuto da partida. Guardiola celebrava com aquele gesto publicamente a atuação de um jogador em que ele, mais do que ninguém, sempre acreditou que se transformaria no maestro de sua equipe.

Por fim, Barcelona, Bayern e a Juventus (pelo menos até esta noite), são os 3 clubes que continuam perseguindo a conquista do tão sonhado triplete (campeonato nacional, copa do país e Champions League) na temporada. Será que um deles o alcançará?



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