Não há equipe que não se faça refém de um extraterrestre como Lionel Messi



O Barcelona entra em campo, nesta terça-feira, no Camp Nou para enfrentar o Bayer Leverkusen pela Champions League 2015/16 sem seu astro principal: Lionel Messi. O técnico Luis Enrique é definitivo, segundo o diário Mundo Deportivo: “Messi é insubstituível. Na pré-temporada vimos as partidas do Barça em que nem Messi, nem Neymar atuaram. É um dia importante e desafiador para a equipe. Creio que estamos a altura. Mas não se pode pretender substituir um jogador como Leo. Tentaremos fazer o mesmo, mas com outros protagonistas”.

As estatísticas exibidas pelo diário El País sustentam a opinião de Luís Enrique. O Barcelona vence 70% das partidas em que Messi está em campo, contra 62.7% das em que ele não está presente. Com ele a média da equipe é de 2,5 gols assinalados por jogo e, sem ele, é de 2,1.

No livro “Guardiola Confidencial” escrito por Matí Perarnau, Pep Guardiola define Messi como “uma fera”, “um animal”, “ele resolvia tudo no Barça”. Guardiola sintetiza a ação da equipe que gerava a superioridade numérica no meio e passava a bola para Messi: “ele dava o drible e marcava o gol pelo time todo”. Para Guardiola, Messi é “de outra dimensão”.

Esta é a primeira vez que Messi tem problemas no joelho.

Esta é a primeira vez que Messi tem problemas no joelho (foto – Lance!Net)

Messi ficará fora entre 7 e 8 semanas – problemas nos ligamentos do joelho esquerdo – e, em função de seu desfalque, é que a mídia espanhola apresenta o jogo de hoje e avalia as perspectivas do time catalão nas entre 6 ou 8 partidas em que ele estiver ausente. A hipótese mais otimista está na sua volta no Superclássico contra o Real Madrid, no dia 21 de novembro, no Santiago Bernabéu. Ele certamente também desfalcará a seleção da Argentina nos primeiros jogos das eliminatórias contra Equador e Paraguai. Sua presença é improvável nos jogos contra o Brasil e Colômbia em novembro.

Vale lembrar que Luis Enrique se vê privado de opções fundamentais na montagem de seu time diante da contusão de Messi, da cirurgia de Rafinha, das saídas recentes de Xavi e Pedro e da impossibilidade de contar com novos contratados -notadamente, Arda Turan – em função da punição imposta pela FIFA.

Nas circunstâncias, parece inevitável que Neymar seja encarregado de tarefas diferentes das que era responsável até aqui, como antecipa o título de uma matéria do diário El País: “A hora é de Neymar”. Luis Enrique admite que pode mudar sua função: “já o vi atuar pelo Brasil de outra maneira. Buscamos sempre a possibilidade de colocar os jogadores noutras funções. Mas Neymar tem que seguir sendo Neymar, Suárez sendo Suárez e Iniesta sendo Iniesta. Nenhum deles passará a ter um peso diferente”.

Luís Enrique admite mudar o esquema contra o Bayer ( foto - site oficial do FCB)

Luís Enrique admite mudar o esquema contra o Bayer ( foto – site oficial do FCB)

As alternativas para o técnico barcelonista estão em Munir, Sandro ou Sergi Roberto, com a volta provável de Dani Alves. A dúvida do técnico é a manutenção de uma solução que não comprometa o 4-3-3 que tem dado tão certo nos últimos tempos ou a adoção circunstancial do 4-4-2, abandonando a fórmula de um tridente ofensivo, mantendo na frente apenas a dupla composta por Suárez e Neymar. Nesta segunda opção Neymar passaria a atuar mais próximo do gol adversário e o meio campo ganharia mais um componente.

A ausência de Messi abre um cenário desafiador como define o meio campista Ivan Rakitic ao site do diário Marca: “não ter o melhor jogador do mundo dói, mas também abre uma porta nova para que outro possa jogar. Sabemos a importância de Leo para todos nós, mas confiamos 100% na equipe. A ideia geral não vai mudar. Vamos ter que nos juntar ainda mais, mas já somos um grupo unido. Nosso tipo de jogo não vai mudar. Cada um vai cumprir seu papel. Não temos que lamentar, mas seguir em frente”.

O croata/suíço Ivan Rakitic tem 28 anos (foto - site oficial do FCB)

O croata/suíço Ivan Rakitic tem 27 anos (foto – site oficial do FCB)

A partida contra o Bayer é importante para o Barcelona por ser a primeira em casa na competição e por envolver um dos adversários potencialmente mais fortes do grupo que conta ainda com a Roma e o Bate Borisov. Na última vez em que se enfrentaram no Camp Nou, em outubro de 2012, Messi viveu uma noite de Messi e fez 5 gols na goleada de 7 a 1 do Barcelona de Guardiola sobre o Bayer.

Enfim, não será fácil o Barcelona jogar sem Messi. Como não foi fácil o Santos jogar sem Pelé, o Bayern sem Franz Beckenbauer, o Botafogo sem Mané Garrincha ou o Ajax sem Johan Cruyff. Não há equipe que não se faça refém de jogadores extraterrestres.

No Barcelona Messi já brilhou de falso volante, de meia, de falso ponta direita, de meia organizador, de falso 9, de 10 clássico e de falso 11. Por isto Luís Enrique é categórico: “Messi é insubstituível”.

 Atualizado às 08:53h de 29/09/2015



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