Mourinho tem pior início de temporada em sua carreira



O início da temporada não poderia ser mais decepcionante para o Chelsea e, principalmente, para seu vitorioso, mas egocêntrico, técnico José Mourinho. Trata-se da mistura bombástica que combina a repercussão da substituição inédita de seu capitão John Terry no intervalo de uma partida de Premier League, a controvérsia pública com a médica Eva Carneiro, 42 anos e nascida em Gibraltar, – no momento, suspensa – e as 3 partidas iniciais da temporada sem vitória, dentre elas a derrota na final da Supercopa Inglesa – Community Shield – para o Arsenal e a acachapante goleada imposta por um magnífico Manchester City no último domingo por 3 a 0.

José Mourinho acaba de renovar contrato até 2019. (foto - site oficial do CFC)

José Mourinho, 52 anos,  acaba de renovar contrato até 2019. (foto – site oficial do CFC)

Trata-se do pior início de temporada da carreira de técnico de José Mourinho. Nas 15 temporadas que iniciou como técnico principal desde o FC do Porto esta é a primeira em que uma equipe dirigida por ele sofreu 5 gols na duas primeiras rodadas do campeonato nacional: foram 2 para a Swansea e 3 para o Manchester City. Até então, em todas as vezes que Mourinho perdeu a Supercopa do país do clube em que trabalhava (2006. 2007, 2009 e 2014), suas equipes, ao menos, venceram nas primeiras rodadas da liga nacional.

Jamais o Chelsea com José Mourinho no comando na segunda rodada esteve na 16ª posição da tabela de classificação da Premier League como se encontra no momento.

Apesar do Chelsea de não ter ido longe na Champions League na temporada passada, o plantel deste ano não foi reforçado com grandes nomes. A maior contratação ainda está por se concretizar: a vinda do zagueiro John Stones, de 21 anos, do Everton, por algo em torno de €56.7 milhões. Até então, o clube londrino se limitara apenas à aquisição do lateral esquerdo ganês Baba Rahman por €30.7 milhões junto ao FC Augsburg da Bundesliga e ao empréstimo do atacante colombiano Falcão Garcia.

A atual turbulência no clube de Roman Abramovich lembra ambientes igualmente inquietos dos períodos em que foi dirigido por Luiz Felipe Scolari,  André Villas Boas e Roberto Di Matteo. O desfecho em todos foi excludente.

A questão fundamental para o seguimento da temporada está na maneira com que o alto comando do clube, Abramovich e seus colaboradores diretos, está encarando os resultados iniciais negativos e as controvérsias de Mourinho com os jogadores e membros da comissão técnica. Se o técnico português pretende realizar um trabalho de longo prazo em Stamford Bridge ele precisa agir com mais tato e menos intempestividade diante dos problemas internos do clube. E, o time voltar a vencer, claro…



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