Liverpool x Roma: duelo de clubes europeus com proprietários americanos



Liverpool e Roma abrem, nesta terça-feira, as semifinais da UEFA Champions League 2017/18. Trata-se de um confronto de dois clubes tradicionais de dois países fundamentais no futebol internacional que juntos conquistaram 5 Copas do Mundo.

Neste momento há uma coincidência que une os dois semifinalistas: ambos são de propriedades de empresários americanos fato que até agora não comprometeu os valores históricos das instituições, nem a paixão impressionante de seus torcedores.

O Liverpool é o segundo maior vencedor da história do futebol inglês, com 18 títulos do campeonato nacional, 7 FA Cup e 8 League Cup, além de ser o mais europeu dos clubes ingleses, com a conquista de 5 Champions League e 3 Europa League. Segundo as pesquisas mais recentes é o segundo clube mais popular do país atrás do Manchester United e à frente do Arsenal.

A Roma tem um currículo esportivo mais modesto, mas se insere entre os mais tradicionais clubes da Itália. Ela conquistou 3 vezes o campeonato italiano, 9 vezes a Copa Itália, mas ainda não alcançou um título europeu de expressão. Segundo as pesquisas mais recentes o clube é o quinto clube mais popular do país, mas o mais popular da capital italiana.

Os dois clubes realizaram a final da competição da temporada 198/84, disputada no estádio Olímpico de Roma, ganha pelo Liverpool na disputa por pênaltis, depois de um empate por 1 a 1 com a bola rolando. Falcão e Cerezo jogaram pela Roma, mas não cobraram as penalidades.

O mapa do lendário estádio de Anfield.

 

Clubes europeus, proprietários americanos

O Liverpool FC pertence ao grupo americano Fenway Sports, fundado em 2001 e que se transformou numa das maiores empresas de esporte, mídia a e entretenimento do mundo. Dentre as empresas de propriedade do grupo estão o Boston Red Sox – clube de beisebol da Major League Beisebol -, o Liverpool FC, a Fenway Sports Management, uma empresa de vendas e marketing; 80% da New England Sports Network (NESN), uma rede regional de televisão de esportes;  50% da Roush Fenway Racing, uma equipe de corrida da NASCAR. O grupo possui também o Fenway Park, casa do Boston Red Sox, e o Anfield Stadium, estádio do Liverpool FC.

O Fenway Sports Group tem como principais acionistas John Henry e o presidente Tom Werner, além de outras personalidades com participações minoritárias. O principal executivo do clube é o inglês, nascido em Liverpool, Peter Moore. Ele assumiu o cargo em junho do ano passado em substituição a Ian Ayre.

O egípcio Salah tem 25 anos e estará na Copa (foto – divulgação)

A AS Roma, desde agosto de 2012, tem como presidente o empresário americano James Pallotta. Ele nasceu e mora em Boston, no estado de Massachusetts. Ele também é membro do Conselho Executivo do Boston Celtics, da NBA. Palltotta conta com dois executivos fundamentais na gestão do clube. O CEO, desde outubro de 2017, é o italiano Umberto Gandini, que trabalhou no Milan entre 1993 e 2016. Do ponto de vista esportivo o principal executivo é o espanhol Ramón Rodríguez Verdejo, o popular Monchi, contratado em junto ao Sevilla. Monchi é o responsável pela direção executiva técnica, notadamente pela política de contratação de jogadores.

A energia de De Rossi é a da Roma semifinalista (uefa.com)

O confronto no campo

Do ponto de vista esportivo, não há como negar que o principal personagem deste confronto é o egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, contratado na última temporada exatamente junto à Roma. Além de artilheiro atual da Premier League ele acaba de ser eleito o melhor jogador da temporada inglesa pela FPA, associação de jogadores profissionais ingleses. Com 8 gols, ele é o principal responsável pelo fato do clube inglês ter o ataque mais positivo da competição até aqui com 33 tentos.

Do lado italiano talvez seja a força da equipe, o sentido coletivo e o entusiasmo pela classificação improvável sobre o favorito Barcelona que mais credencie a Roma na disputa. Vale também registrar a magnífica organização tática colocada em prática pelo técnico Eusébio Di Francesco na partida de volta contra o gigante espanhol que desenhou a incrível vitória por 3 a 0 sobre a até então melhor defesa da competição. Poucas vezes na história um clube italiano praticou um futebol tão arrojado, ofensivo e dominador quanto a Roma naquela noite no estádio Olímpico. A equipe de Di Francesco lembrou a intensidade do Milan de Sacchi nos melhores tempos.

 

 



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