Justiça suíça inocenta Platini, segundo o Le Monde.



Atualizado às 12:55h de 26/05/2018

 

No dia em que o futebol mundial volta sua atenção para a partida entre Real Madrid e Liverpool, final da Champions League 2017/18, competição organizada pela UEFA, o diário francês Le Monde informa que o ex-presidente da entidade, Michel Platini, está inocentado pela justiça suíça.

Segundo o Le Monde o procurador do ministério público suíço Cédric Remund enviou uma carta no dia 24 de maio para Vincent Solaris, advogado de Platini, em que informa que “a promotoria pública suíça inocenta oficialmente Michel Platini no contexto do processo criminal aberto em setembro de 2015 contra o ex-chefe da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Joseph Blatter, por um pagamento supostamente “desleal”. de dois milhões de francos suíços (€ 1,8 milhão) que ele fez para o francês em fevereiro de 2011, sob o pretexto de remuneração como um conselheiro especial entre 1998 e 2002″.

Na manhã deste sábado, segundo o Le Monde, um porta-voz do ministério público suíço declarou que “como parte de seu status como pessoa para testemunhar, se encontrarmos evidências, o caso Platini não estará definitivamente terminado”. Solaris reagiu prontamente no L’Équipe: “dizer que Michel Platini poderia ser ouvido como testemunha, sim, mas isso não significa que ele seria acusado de qualquer coisa. Não há acusação contra Platini, ele não será processado “.

A partir desta decisão, Platini, que presidiu a UEFA de 2007 a 2015, deverá agir no terreno político. Ele reagiu com determinação à novidade em entrevista ao jornalista Philippe Grelard da AFP : “Eu digo finalmente. Eu sei que não fiz nada, sabia que esta notícia estava chegando, levou tempo, só isso. Tudo foi feito para impedir minha eleição para presidente da FIFA. Espero que a FIFA tenha coragem e decência e encerre minha punição”.

A abertura da investigação do Ministério Público da Suíça levou o comitê de ética da FIFA a suspender Michel Platini e Joseph Blatter por oito anos, em dezembro de 2015. Diante disto o comitê de ética da FIFA impediu que o ex-craque francês tivesse direito de  concorrer à presidência da FIFA.

Em janeiro de 2016, Platini se viu forçado a não participar do pleito. Um mês depois, seu ex-braço direito Gianni Infantino, concorreu ao pleito e acabou eleito presidente da FIFA. Em maio de 2016, o Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS) reduziu a suspensão de Platini para quatro anos. Em julho de 2017, ele foi condenado pelo Tribunal Federal Suíço. Finalmente, em dezembro daquele ano, ele apresentou um recurso à Corte Européia de Direitos Humanos (CEDH), em Estrasburgo, para contestar todos os procedimentos adotados até então pela FIFA e pela arbitragem da CAS.

Michel Platini completará 62 anos em 26 de junho (foto – UEFA.com)

Platini e seus aliados alegam que a Blatter e seus aliados, notadamente o ex-diretor jurídico da FIFA Marco Villiger, manipularam politicamente o pagamento que recebeu para afastá-lo do processo e comprometer sua imagem de dirigente. Villiger sobreviveu ao terremoto político que abalou a FIFA e, em 2016, acabou indicado secretário geral da FIFA pelo atual presidente Infantino.

Evidentemente Platini buscará o fim imediato da punição prevista até outubro de 2019. Segundo Solaris “esta decisão deve ter um impacto se a FIFA se comportar de forma leal. A FIFA usou aquele dado criminal em 2015 para abrir o procedimento disciplinar”.

Mas a FIFA parece permanecer firme e lembra, num comunicado divulgado na manhã deste sábado, que Platini “foi suspenso por violar o código de ética. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS), que confirmou as acusações, mas reduziu o período de suspensão de seis a quatro anos. Sempre foi muito claro para a FIFA e para o CAS que Platini nunca foi alvo de uma investigação criminal na Suíça. Os elementos de um ato criminoso na legislação suíça são diferentes daqueles considerados para um ato previsto pelo Código de Ética da FIFA”.

A eventual desobstrução da vida política de Platini teria consequências imediatas.  Segundo o Le Monde “muitos líderes da UEFA, da Confederação Asiática de Futebol e da Confederação Africana, insatisfeitos com a ação de Gianni Infantino, olham favoravelmente para o retorno de Platoche na arena. Se, por acaso, ele pretenda concorrer à presidência da FIFA, a corrida precisa começar logo já que o congresso que elegerá o novo presidente está previsto 5 de junho de 2019, em Paris”.

 

 

 

 

 

 

 



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