Jürgen Klopp revela sua admiração por Arrigo Sacchi e reconhece influência do italiano no futebol.



Jürgen Klopp, técnico do Liverpool, não é exatamente um ganhador de decisões. Quando dirigia o Borussia Dortmund disputou 6 finais de competições e ganhou apenas uma, exatamente a primeira, goleando o Bayern de Munique, por 5 a 2, conquistando a Copa da Alemanha em 2012.

No próximo sábado, ele participará pela segunda vez de uma final de Champions League. A anterior foi na temporada 2012/23 quando. ainda no Borussia Dortmund, foi derrotado, em Wembley, pelo Bayern de Munique no último minuto do jogo com o gol de Arjen Robben.

Desta vez, em Kiev, Klopp enfrentará o Real Madrid de Zinedine Zidane com uma trajetória recente em decisões bastante distinta. O técnico francês persegue sua terceira Champions consecutiva, resultado obtido, até hoje, apenas por Bob Paisley e Carlo Ancelotti.

Jürgen Klopp fará 51 anos no próximo dia 16 de junho (foto – liverpoolfc.com)

Klopp admitiu, em entrevista ao jornalista Donald McRae, do diário inglês The Guardian, que sua visão de futebol tem a influência fundamental de Arrigo Sacchi, técnico do Milan vencedor da Champions em 1988/89 e 1989/90. Na verdade foi através de Wolfang Frank seu treinador no Mainz quando ainda jogava a segunda divisão alemã e que aplicava vários conceitos de Sacchi, que ele conheceu alguns conceitos transformadores desenvolvidos pelo técnico italiano.

Segundo Klopp, “fomos a primeira equipe na Alemanha a jogar em 4-4-2, sem um libero. Foi a melhor coisa que aprendi sobre futebol. Antes de olharmos para os métodos de Sacchi, costumávamos pensar que, se os outros jogadores são melhores, você vai acabar perdendo. Mas aprendemos que você até é capaz de vencer um time melhor usando táticas”.

A defesa daquele Milan revolucionário, formada por Tassoti, Baresi, Costacurta e Maldini, encantou Klopp: “foi impressionante o que Sacchi conseguiu com estes defensores. Wolfang nos obrigou a assistir 500 vezes um vídeo com o treinamento deles. Sacchi colocava algumas varas no campo e eles tinham que se mover em formação, como pássaros… wooomf… wooomf… treinando sem a bola. Ninguém na Alemanha fazia isso. Naquele tempo você corria até quase morrer ou jogava futebol – nada de diferente como aquilo. Não treinávamos tática. Então nós vimos isso. Era chato, mas um dos melhores treinadores do mundo, talvez o melhor, fazia isso com os melhores jogadores. Fazia  porque era necessário. Então nós fizemos isso. E assim uma equipe que corria o risco de descer para a terceira divisão; em outros seis meses, fomos a melhor equipe da segunda divisão ”.

Se a defesa do Milan organizada por Sacchi encantou Klopp é seu trio ofensivo no Liverpool formado por Mané, Firmino e Salah que vem encantando o mundo e se constituindo no ataque mais positivo da competição até aqui com 40 gols, 10 a mais do que o do Real Madrid, seu adversário na final.

Terá chegado a hora do ilustre fã alemão do italiano Sacchi finalmente levantar sua primeira Champions League?

 

 

 

 



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