Itália é melhor e elimina a Espanha.



A Itália é sempre a Itália. Foi assim, precavido, que iniciei um artigo para o Lance! sobre como encarava as seleções que disputariam a EURO 2016, e em que levantava os aspectos mais negativos que positivos com que a Azzurra chegava à França.

A equipe de Antonio Conte está longe de ser brilhante, mas se assenta numa base consistente composta pelos juventinos Buffon, Bonnuci, Chiellini e Barzagli. A partir dela, Conte organizou um conjunto competitivo, disciplinado, compacto e que vem ganhando partidas e,  confiança.

A campanha nesta EURO lembra a da Itália em 1982 quando chegou desacreditada na Copa do Mundo da Espanha e foi evoluindo ao longo da competição. A vitória sobre o Brasil por 3 a 2 foi a comprovação da competitividade daquela equipe e que a alavancou na competição, algo parecido com o que pode acontecer a partir desta classificação para as quartas de final na EURO 2016.

Chiellini abriu o placar com oportunismo de atacante (foto -uefa.com)

Chiellini abriu o placar com oportunismo de atacante (foto -uefa.com)

No primeiro tempo contra a Espanha, a Itália se superou e acabou se impondo inclusive ofensivamente contra uma equipe que costuma dominar o adversário, ditar o ritmo da partida e ser pouco ameaçada. O meio campo espanhol, inclusive o genial Andrés Iniesta, desta vez, foi neutralizado e se mostrou inoperante nos primeiros 45 minutos. O placar de 1 a 0 acabou sendo modesto diante da escandalosa superioridade tática italiana. O sétimo gol de Chiellini pela seleção italiana foi a consequência inevitável nas circunstâncias, apesar da atuação espetacular de David De Gea no gol espanhol.

A Espanha voltou com tudo na segunda etapa. Del Bosque trocou Nolito por Aduriz que se juntou a Morata no comando do ataque. A pressão foi crescente sobre uma Itália que passou a investir nos contra ataques como a arma anti blitz espanhola. Mais tarde, Del Bosque tentou algo diferente, trocando Morata por Lucas Vazques. A entrada de Pedro no lugar de Aduriz se deu por motivos de contusão e pouco rendeu.Buffon

Quando a muralha defensiva italiana foi superada, Buffon se agigantou realizando defesas que explicam sua interminável titularidade no gol da Azzurra. Na mais espetacular, ele defendeu um chute à queima roupa de Piqué, que redundou no contra ataque mortal através de uma inversão de jogo genial de Insigne para Darmian que passou para Pellè marcar o segundo e definitivo gol da vitória.

A Itália já não pode ser desprezada como candidata ao título mesmo tendo que enfrentar nas quartas de final a Alemanha, no próximo sábado, em Bordeaux. Se ela eliminou, com justiça, a bi campeã europeia por que duvidar da sua capacidade em superar a atual campeã do mundo?

Afinal, a Itália é sempre a Itália

 

 



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