Inglaterra venceu Gales por que Sturridge fugiu da cartilha



A Inglaterra saiu altiva, líder do grupo B, da esperada “Battle of Britain”, vencendo de virada o País de Gales por 2 a 1, diante de 35 mil torcedores, em Lens, na EURO 2016.

A posse da bola ao longo de toda a partida foi inglesa, chegando a 65% ao final, com 87% de acerto na troca de 498 passes. O problema é que a equipe de Roy Hodgson esbarrava numa muralha composta pelos 11 jogadores galeses concentrados em 30 metros, impedindo que através da simples troca de passes, ainda que em velocidade, os ingleses encontrassem espaço para arremates contra o gol do arqueiro Wayne Henessey. Além disto Sterling e Kane se mostravam improdutivos, estáticos, inoperantes pelos 45 minutos que estiveram em campo.

2016 é o ano da vida do artilheiro Jamie Vardy . (foto - Denis Charlet/AFP)

2016 é o ano da vida do artilheiro Jamie Vardy . (foto – Denis Charlet/AFP)

Gales, mesmo não fazendo muito por merecer, abriu o marcador através de uma falta cobrada por Gareth Bale, aos 42 minutos do primeiro tempo. Foi um chute forte, mas a 25 metros da meta inglesa. A bola descaiu de repente, perto de Hart, que a espalmou para o próprio gol, numa falha imperdoável.

Roy Hodgson agiu no intervalo trocando Sterling por Sturridge e Kane por Vardy. Se foi criticado pelas substituições promovidas contra a Rússia, desta vez, o gentleman inglês acertou em cheio. Logo aos 9 minutos do segundo tempo, Vardy, oportunista como sempre, aproveitou uma bola rebatida de cabeça para trás por Willians e, de dentro da pequena área,  e a pôs para dentro do gol.

Durante os 38 minutos seguintes a Inglaterra pressionou Gales, jogou no campo adversário, mas como que praticando um  futebol de cartilha, mas que se limitava à intensa, porém previsível movimentação de seus jogadores e aos cruzamentos de todos os tipos para a congestionadíssima grande área adversária que se mostrava inexpugnável.

A entrada do jovem atacante Rashford no lugar do meio campista Lalana, aos 28 minutos do segundo tempo, parece ter funcionado como uma senha para que os jogadores ingleses passassem a arriscar mais, tentar o drible, buscar algo que surpreendesse e permitisse a superação da defesa adversária. O lateral direito Walker merece destaque por ter sido o único jogador inglês que buscou por toda a partida algo diferente ofensivamente.

Pois, já nos acréscimos, Sturridge se infiltrou pela lado interior esquerdo da grande área galesa com a bola dominada, tabelou com Dele Ali, driblou um zagueiro e com incrível agilidade concluiu de pé direito entre Henessey e o poste direito para marcar o segundo gol de sua equipe.

Daniel Sturridge celebra o gol da vitória (foto- Paul Ellis/AFP)

Daniel Sturridge celebra o gol da vitória inglesa (foto- Paul Ellis/AFP)

O futebol moderno é disputado com intensa movimentação, troca incessante de posições e de passes e de forte compactação defensiva. A ideia de que o time deve atuar coletivamente é óbvia, mas ela não pode impedir que os jogadores usufruam de suas virtudes individuais.

Muitas vezes, para superar um ferrolho como o montado por Gales contra a Inglaterra, o imponderável, o drible, a ginga pode ser a arma mortal para se chegar ao gol. Um jogador capaz de produzir um passe ou uma finta que surpreenda e engane um adversário ou uma defesa contrária será sempre decisivo. E, contra Gales, foi Sturridge que fez o diferente, o impensável e produziu a centelha técnica que deu a vitória à sua equipe.

 

 

 



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