Handebol feminino vence a Romênia com atuação coletiva impressionante



O PLANETA FUT VIVERÁ INTENSAMENTE OS ESPORTES DURANTE A RIO 2016

 

A equipe feminina de handebol do Brasil venceu categoricamente a Romênia por 26 a 13 (14 a 9 no primeiro tempo)  na Arena do Futuro nesta segunda-feira nos jogos Rio 2016. A equipe liderada pelo dinamarquês Morten Soubak foi melhor e liderou o placar com folga 100% da partida. E não foi contra uma equipe qualquer. Do outro lado estava uma seleção tradicional, de nível internacional, medalha de bronze do Mundial do ano passado e com a armadora Cristina Neagu, 27 anos, eleita melhor jogadora do mundo em 2015. Um adversário que derrotara o Brasil no Mundial da Dinamarca.

Na estreia a seleção brasileira vencera a Noruega, atual campeã olímpica, por 31 a 28. Neste momento, ela lidera o Grupo A com 4 pontos ao lado de Angola.

ATUAÇÃO COLETIVA IMPRESSIONANTE

Foi uma atuação de almanaque, com a combinação ideal para qualquer modalidade esportiva coletiva: consistência tática, equilíbrio entre ataque e defesa e liberdade plena para que cada atleta explore suas próprias virtudes e potencialidades.

Ana Paula marcou 8 gols contra a Romênia (foto - AFP)

Ana Paula marcou 8 gols contra a Romênia (foto – AFP)

O interessante no mundo do handebol feminino brasileiro é que a ideia de que defender bem é fundamental para quem pretende vencer. Mais importante: este conceito já está sendo incorporado pela torcida mais próxima com a modalidade. Por mais uma vez durante a partida na Arena do Futuro, o coro forte e convincente dos torcedores era “defesa!, defesa!” indicando que o handebol está sendo apoiado e compreendido por uma nova geração de brasileiros.

Impressiona o comportamento da comissão técnica brasileira liderada por Morten Soulbak. Ela trabalha de forma integrada e intensa durante toda a partida. Olsen se comporta não como um semi Deus à beira da quadra, mas sim como o líder de um grupo de pessoas que, integradas, buscam orientar a equipe dentro da quadra. O assistente, Alex Aprile, por vezes, divide com o dinamarquês o papel de orientador das jogadoras durante um pedido de tempo ou interrupção da partida.

A intensidade com que este time brasileiro atua pode ser medido pela participação participativa, solidaria e taticamente inteligente da goleira Babi Arenhart. Mais do que defender bolas difíceis e passar confiança às demais jogadoras – virtudes básicas para sucesso na função – ela participa intensamente também como orientadora da equipe, como iniciadora de muitas das movimentações ofensivas da equipe. Babi interage durante toda a partida com a goleira Maysa, titular muitas vezes, nas cobranças de penalidades contra a equipe brasileira.

Apivô Dara ouve o assistente (foto-AFP)

A pivô Dara ouve o orientações do assistente Alex Aprile (foto-AFP)

Contra a Romênia Babi voltou a mostrar que está pronta não apenas para fechar o gol, mas também para se valer do raciocínio rápido das atletas diferenciadas. Aos 13 minutos do segundo tempo, ela aproveitou um vacilo das adversárias e disparou a bola de sua própria área para o gol romeno vazio, assinalando o vigésimo gol brasileiro na partida.

A seleção feminina de handebol merece ser encarada como uma experiência interessante e vencedora de esporte coletivo. Há elementos táticos que ela aplica que podem ser perfeitamente inspiradores para outras modalidades coletivas. Há um compromisso das atletas, inclusive das excepcionais como Babi, Ana Paula ou Duda Amorim, com o planejamento tático definido pelo treinador.

O próximo compromisso das brasileiras será na quarta-feira, às 9:30 da manhã, contra a Espanha. A Arena do Futuro estará lotada por certo para apoiar a busca da terceira vitoria na competição. Teremos mais um capítulo desta incrível história de sinergia entre o público e a equipe feminina de handebol brasileira.

 

 

 

 

 



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