Guerrero faz história e leva Peru à semifinal



O atacante Paolo Guerrero fez a diferença e liderou a equipe do Peru na conquista da vaga na semifinal da Copa América contra o Chile ao vencer a Bolívia por 3 a 1, na noite desta quinta-feira, na cidade de Temuco. Esta é a segunda semifinal consecutiva do Peru que chegou na terceira colocação em 2011.

Chile x Peru, portanto, jogarão aquele que é conhecido no continente como o “Clássico do Pacífico”, já que ambos os países são banhados por este oceano.

Paulo Guerrero ainda não havia marcado na competição (foto - Juan Mabromata - AFP)

Paolo Guerrero ainda não havia marcado na competição        (foto – Juan Mabromata – AFP)

Foi um jogo disputado, apesar do nível técnico inferior, por óbvio, do jogo entre Chile x Uruguai da véspera.

O novo atacante do Flamengo brilhou ao marcar um “hat-trick” com gols que confirmam sua vocação de artilheiro. No primeiro (20 do PT), com uma cabeçada perfeita e indefensável. Tanto no segundo (22 do PT), quanto no terceiro (28 ST) provou sua vocação para se aproveitar dos erros e indecisões do time adversário.

Guerrero atingiu a marca de 26 gols se igualando ao histórico atacante Teófilo Cubillas, craque da década de 70, na condição de maior goleador da seleção peruana de todos os tempos.

O gol boliviano ( 39 do ST) surgiu de um pênalti convertido por Marcelo Moreno completando uma noite em que todos os gols foram assinalados por dois jogadores com passagem pelo futebol brasileiro.

A equipe peruana é, sem dúvida, inferior em todos os aspectos à anfitriã chilena. Mas, se jogar no limite de suas possibilidades na próxima segunda-feira, em Santiago, pode vender caro a classificação à final.

O técnico argentino Ricardo Gareca conseguiu formar uma equipe competitiva, que não fez feio em nenhum dos quatro jogos até aqui na Copa América. A seleção peruana joga de forma compacta, combina alguns jogadores vigorosos e de muita disciplina tática (Advíncula, Vargas e Cueva) com outros de experiência e nível técnico internacional (Farfan, Pizarro e o próprio Guerrero).

Aos poucos o Peru vai retomando o nível de competitividade de outras épocas quando se fazia representar por equipes de boa qualidade técnica e bom nível agonístico. A experiência internacional de alguns de seus jogadores, mesmo de alguns dos mais jovens, deve estar contribuindo para a recuperação peruana.

Didi dirigiu o Peru na Copa de 1970

Didi dirigiu o Peru na Copa de 1970

O sonho de conquista do terceiro título da Copa América permanece vivo para a seleção que nos seus dias mais gloriosos já foi dirigida pelos técnicos brasileiro Didi, com o qual disputou a Copa do Mundo do México, em 70, e com Tim na Copa do Mundo da Espanha,em 1982.

As primeiras páginas dos diários peruanos na manhã desta sexta-feira servem para mostrar o significado do desempenho do atacante recém contratado pelo  Flamengo e do entusiasmo com o qual a seleção de seu país vai jogar a semifinal da próxima segunda-feira contra o Chile.

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