Francês Jérôme Champagne é mais um candidato oficial a presidente da FIFA.



O francês Jérôme Champagne, 56 anos, ex-secretário geral adjunto da FIFA e velho amigo de Sepp Blatter, oficializou, na manhã desta sexta-feira, sua candidatura para a eleição para presidente da FIFA do dia 26 de fevereiro. Ele conseguiu reunir o apoio de 5 federações necessário para a aceitação da candidatura.

Champagne tentou participar da eleição de maio, que reelegeu Blatter, mas não conseguiu o apoio necessário. Ele é o quarto candidato a registrar uma candidatura. Michel Platini, o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein e o ex-capitão da seleção de futebol de Trinidad e Tobago, David Nakhid, já haviam registrado seus nomes.

Nakhid faz questão de manter a identidade das 5 federações que o apoiam em sigilo. Ele foi o primeiro jogador profissional de seu país a jogar profissionalmente na Europa, entre 1988 e 1995, em clubes da Suíça, Bélgica e Grécia. Ele também atuou nos Estados Unidos, Líbano e Emirados Árabes.

Jéromê Champagne é um europeu crítico da elitização do futebol (foto - divulgação)

Jéromê Champagne é um dirigente europeu crítico da elitização do futebol (foto – divulgação)

Por razões profissionais, Champagne já residiu em  Oman, Cuba, Estados Unidos e Brasil. Ele trabalhou por 7 anos como jornalista free-lancer na tradicional revista France Football, fez parte do comitê organizador da Copa do Mundo da França em 1998 e trabalhou por 11 anos na FIFA.

No documento que oficializa sua candidatura Champagne afirma que “meu desejo é trazer estabilidade, reconciliação, competência, modéstia, disposição em ouvir, inclusão, abertura, conhecimento da FIFA, do futebol e do mundo”.

O francês elenca 8 objetivos para uma sua eventual gestão à frente da entidade:

1- Manter aquilo que tem sido bem feito nos últimos 40 anos.

2- Adaptar a governança da FIFA à realidade atual.

3- Adotar os mais altos padrões de transparência e ética.

4- Impulsionar o desenvolvimento de programas que visem atacar as crescentes disparidades no futebol.

5- Elevar o futebol feminino para padrões mais altos do ponto de vista institucional e esportivo.

6- Fazer um profundo diagnóstico do futebol profissional de alto nível.

7- Apoias os árbitros e adaptar as regras do jogo na direção de um grande espetáculo e resultados mais equitativos.

8 -Modernizar a administração da FIFA.

O resultado da eleição de fevereiro de 2016, a 3 dias do encerramento do prazo de inscrições dos candidatos, no entanto, permanece imprevisível. Platini dificilmente terá sua candidatura homologada devido ao imenso desgaste público e à punição que lhe foi imposta pelo Comitê de Ética da FIFA em função do recebimento “injustificado” de €1.8 milhão por parte da FIFA em 2011. O príncipe jordaniano não tem sido capaz de angariar apoios fora de sua área de influência regional. Tanto Champagne quanto Nakihd, velhos aliados de Blatter, parecem carecer de prestígio e base política para se transformarem em protagonistas do processo.

David Nikhed, 51 anos, lançou candidatura em Beirute ( foto - divulgação)

David Nikhed, 51 anos, lançou candidatura em Beirute ( foto – divulgação)

Ainda é possível que o Sheik Salman ben Ibrahim al Jalifa (Bahrein), presidente da Confederação Asiática de Futebol, e o sul-africano Tokyo Sxwale oficializem seus nomes nas próximas horas. Zico e o holandês Michael Van Praag também são lembrados.

 

 

 

 



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