França sofre para vencer a Austrália



“A equipe da França esperava sofrer, mas talvez não tanto”. Assim começa a crônica do diário esportivo L’Équipe sobre a estreia da seleção francesa na Copa do Mundo da Rússia.

A vitória por 2 a 1 sobre a sempre aguerrida Austrália foi merecida, mas a atuação voltou a frustar diante do futebol que se espera que o elenco dirigido pelo técnico Didier Deschamps pratique.

Assim como na Copa do Brasil, o estádio lotado em Kazam sofreu a invasão de uma multidão de torcedores com a camisa amarela dos Socceroos. O apoio maciço dos animados, mas comportados australianos, acabou contagiando seu time que vendeu caro a derrota para os franceses favoritos.

Mais uma vez, especialmente no primeiro tempo, a equipe francesa foi pálida, burocrática e pouco eficiente. O primeiro tempo passou sem que o goleiro australiano fosse ameaçado.

Jedinak e Pogba escreveram seus nomes na história do jogo (foto -Socceroos)

Kanté, um gigante

A presença mais marcante com a camisa azul nos 90 minutos foi a de N’Golo Kanté. O volante do Chelsea se destacou mais uma vez pela onipresença num meio campo que poderia render muito mais se Paul Pogba repetisse o futebol que costuma jogar no Manchester United.

O uso inédito do VAR

O outro destaque individual francês foi o atacante Antoine Griezmann. Ele não foi brilhante, mas teve participação decisiva no primeiro gol. Lançado por Kanté ele foi abatido na entrada da grande área num lance que exigiu do árbitro uruguaio Andres Cunha o uso do recurso do VAR para assinalar o pênalti. O atacante do Atlético de Madrid foi preciso e abriu o placar de uma partida em que ele nem longe lembrou o jogador que brilhou na Euro 2016. Pelo menos ele entrará para a história como o autor do primeiro gol de Copa do Mundo fruto do uso do VAR.

O empate para a Austrália nasceu de uma ação inexplicável para um zagueiro titular do Barcelona. Não dá para entender por que razão Umtiti tocou com uma das mãos numa bola aérea fortuita dentro da área. O experiente volante Mille Jedinak não deu chances a Lloris.

O gol involuntário de Paul Pogba definiu o resultado de uma vitória justa, mas nada empolgante, da seleção francesa.

A Austrália de Bert Van Marwijk certamente deixou o gramado frustrada pelo resultado, mas não pela atuação. O nível de dificuldade que ela impôs à França a credencia a continuar sonhando com uma boa colocação no Grupo C.

Didier Deschamps tem à disposição um dos elencos mais respeitáveis desta Copa do Mundo, mas que ainda não joga o futebol que dele se espera.

 

Próximos jogos:

Austrália x Dinamarca – quinta-feira 21/06 – Samara

França x Peru – quinta-feira 21/06 – Iekaterinbourgo



MaisRecentes

CR7 é caro, mas também uma máquina de gerar gols, audiência e dinheiro



Continue Lendo

Paul Scholes: Pep Guardiola inspira a Inglaterra de Southgate



Continue Lendo

A Copa do Qatar começa hoje para o Brasil. Não devemos nem perder tempo, nem perder Tite.



Continue Lendo