França organiza e sonha com a EURO 2016



A EURO 2016 tem início na tarde de hoje em Paris com a partida entre França e Romênia no Stade de France. Não é exagero definir a competição como uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina.

Também não está longe da verdade encarar a versão 2016 da competição europeia como o torneio de um favorito destacado: a equipe anfitriã, a França. Talvez seja a única seleção dos países tradicionais candidatos ao título verdadeiramente pronta e madura para confirmar suas potencialidades. Se a equipe de Didier Dechamps não conta com um gênio como Zinedine Zidane, ela tem em Anthony Griezmann um atacante de talento e eficiência que podem aproximá-lo do papel que Thierry Henry cumpriu tanto tempo nos “Bleus” e em Pogba a criatividade em forma de jogador no meio campo. Pelo bem do futebol a atitude oportunista de Karim Benzema tentando “politizar” sua exclusão da seleção vinculando-a a uma suposta escolha racista por parte de Deschamps não prosperará.

"É a hora de entrar no jogo"

“É a hora de entrar no jogo” conclama a Federação Francesa de Futebol através “#orgulhoso de ser azul”

Uma outra probabilidade, na direção oposta, é a Espanha, com seu grupo formado por jogadores de primeira categoria, mas que, há muito, se apresenta como uma equipe cansada, monótona, repetitiva e que parece não ter sabido se reinventar com o tempo. Vicente Del Bosque sobreviveu aos 3 a 0 da final da Copa dos Confederações no Brasil e ao fiasco da eliminação da Copa do Mundo na fase de grupos, mas se despedirá do cargo após a Euro.

A Alemanha vem com um grupo repleto de remanescentes da conquista do Mundial de 2014, mas experimentando soluções táticas diferentes (3 zagueiros e processo de substituição de Schwensteiger) que podem custar caro ao time de Joaquin Läw.

A Inglaterra inaugurá suas participações em finais internacionais na etapa pós-Gerrard/Lampard de sua vida. Roy Hodgson tem nas mãos um grupo jovem que vem se firmando com boas atuações e aproveitando surpresas recentes geradas pela Premire League como os atacantes Vardy, do Leicester, e o jovem diamante do Manchester United, Rashford. No entanto, em se tratando do English Team e seus fracassos recentes é bom “esperar para ver”.

Príncipe William desejando sorte a Roy Hodgson (foto - thefa.com)

Príncipe William desejando sorte a Roy Hodgson (foto – thefa.com)

A Itália será sempre a Itália, atual vice campeã do torneio, mas completamente remodelada, para pior, do meio para frente e desfalcada no meio campo de Verrati e Marchisio. Sorte ainda contar com Buffon e o trio juventino de zagueiros (Chielini, Barzagli e Bonucci). Se chegar a algum lugar será, por certo, em função de sua solidez defensiva. O momento da Azzurra é tão delicado que obrigou o técnico Antonio Conti a recorrer a “italianos” como Thiago Motta e Eder.

A Bélgica e seus talentos espalhados pelas principais ligas do continente retoma sua condição de aspirante a protagonista com justos motivos. Vai vingar? Esta resposta fará parte da concretização ou não das maiores expectativas de quem acompanhará o torneio.

Portugal, Galles e Suécia merecem a citação por contarem com astros como Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Zlatan Ibrahimovic, mas com chances remotas de título.

A Euro tem se revelado mais sujeita às surpresas em termos de campões inéditos do que a Copa do Mundo tão conservadora e elitista com um círculo tão restrito de ganhadores.

Todos os 51 jogos da Euro 2016 estarão disponíveis em “streaming” através do site oficial da UEFA com 26 câmeras próprias e exclusivas por partida, contando com 8 delas em qualidade 4K UHD.



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