FIFA reconhece que corrupção atrapalha conquista de patrocinadores



O diretor comercial da FIFA, Thierry Weil, reconheceu, nesta quarta-feira, que as denúncias de corrupção envolvendo dirigentes da entidade tem interferido de maneira catastrófica na capacidade de captação de patrocinadores.

Weil concedeu entrevista coletiva no Conrad Hotel, em Tóquio, durante a cerimônia de apresentação da empresa chinesa de internet, Alibaba, como novo patrocinador oficial do Mundial de Clubes até 2022. A competição deste ano terá início hoje e irá até o dia 20. Ela será a primeira organizada pela FIFA desde que ela foi abalada em seus alicerces pelas prisões de alguns de seus dirigentes em maio.

Thierry Weil (FIFA) e Daniel Zhang (Alibaba) em Tóquio (foto - fifa.com)

Thierry Weil (FIFA) e Daniel Zhang (Alibaba) em Tóquio (foto – fifa.com)

Segundo Weil, “seria um erro dizer que não estamos com dificuldades devido às circunstâncias que envolvem a FIFA neste momento. Não está fácil vender a marca FIFA. Estamos em conversações com diferentes empresas, mas somos realistas e sabemos que este quadro não mudará até que as reformas aconteçam e um novo presidente seja eleito”. A eleição para presidente e um novo congresso extraordinário para aprovar reformas na FIFA estão marcados para 26 de fevereiro em Zurique.

Desde que dirigentes sul-americanos membros do Comitê Executivo da FIFA – dentre eles o brasileiro José Maria Marin – foram presos em Zurique, em maio, por conta de investigações realizadas pelo departamento de justiça do Estados Unidos – a FIFA passou a enfrentar todo tipo de problemas com seus patrocinadores atuais e na obtenção de novos parceiros. As dificuldades se desdobraram e acabaram por vitimar o próprio presidente Joseph Blatter, suspenso pelo Comitê de Ética da FIFA, desde o dia 8 de outubro, por um pagamento indevido de €1.8 mihão ao também suspenso Michel Platini, ex-presidente da UEFA.

Dias atrás, outros 16 dirigentes e ex-dirigentes da entidade também presos comprovando que a crise está longe de estar controlada.

Os escândalos provocaram a recente manifestação pública de 5 patrocinadores oficiais da FIFA – Coca-Cola, Visa, McDonald’s, Adidas e Anheuser-Busch (Budwiser) – exigindo transparência na gestão e que a entidade passe a ter controle externo nas suas atividades.

O contrato anunciado com a empresa chinesa Alibaba – a maior empresa de internet e comunicação móvel do mundo – mereceu uma divulgação incomum no site oficial da entidade reforçando a ideia da dramática situação comercial. A Alibaba substitui a Toyota como patrocinador oficial do Mundial de Clubes da FIFA. O contrato servirá para a empresa chinesa divulgar sua marca Alibaba E-auto que lançará em 2016 o primeiro “internet car” em sociedade com a Sociedade Automotiva Industrial de Shangai (SAIC) e para reforçar “a estratégia de globalização da empresa e de conexão da China com o mundo”.

Weil admite que a relação contratual com a Alibaba também servirá a FIFA se aproximar do gigantesco mercado chinês: “este é um mercado em que ainda não somos fortes. Pretendemos desenvolver o futebol neste país”. Ele não desconsiderou a possibilidade de que no futuro a China possa organizar uma Copa do Mundo.



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