FIFA preocupada com boicote de países árabes ao Qatar, organizador da Copa de 2022.



O boicote de vários países árabes ao Qatar, sede da Copa do Mundo de 2022, acusado de cumplicidade com o terrorismo  islâmico e proximidade com o Irã, começa a preocupar a FIFA.

Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Iêmen e Bahrein decidiram interromper o tráfego aéreo e marítimo com o Qatar que é um mais ricos países do planeta, importante fornecedor de petróleo e gás para a Ásia e Europa, além de fundamental investidor no Reino Unido e na Europa através do fundo soberano de riqueza. Todos os países do movimento, com exceção do Egito que tem milhares de cidadãos trabalhando lá, conclamaram seus cidadãos para deixarem o Qatar.

Sede da FIFA em Zurique na Suíça ( foto - site oficial da FIFA)

Sede da FIFA em Zurique na Suíça ( foto – site oficial da FIFA)

As três companhias aéreas dos Emirados Árabes Fly Emirates, Etihad Airways e FlyDubain cancelaram seus vôos para lá a partir da manhã desta terça-feira. Já a Qatar Airways foi banida do espaço aéreo saudida.

O governo do Qatar, que é uma monarquia absoluta e tem como Emir Tamim bin Hamad al-Thani,  classificou o movimento como “injustificável”. O país fica na Península Arábica e tem 2 milhões e 500 mil habitantes. O islã sunita é a religião mais seguida e considerada a oficial do país.

A FIFA admitiu em comunicado oficial que está em contato permanente com o comitê organizador local do Mundial de 2022 sem fazer referência explícita ao movimento articulado pelos países árabes. Por outro lado nem as autoridades qataris nem a Confederação Asiática de Futebol (AFC) se manifestaram até agora.

A preocupação imediata da FIFA com os desdobramentos políticos da crise naquela parte do mundo está relacionada à realização das eliminatórias para o Mundial da Rússia de 2018. Há a possibilidade de que a seleção do Qatar seja obrigada a enfrentar a da Arábia Saudita ou dos Emirados Árabes dependendo de sua colocação no seu grupo.

A crise também poderá afetar a extensa e diversificada programação esportiva a ser realizada naquele país como preparativos para a Copa de 2022. Só para 2017 estão previstas 72 competições esportivas, sendo que 39 delas internacionais.

A mídia esportiva francesa também acompanha atenta o assunto na medida em que o PSG, principal clube daquele país na atualidade, é de propriedade do fundo soberano do Qatar, através da Qatar Sports Investment (QSI) e é patrocinado pela companhia aérea Fly Emirates, dos Emirados Árabes. O presidente do clube é o qatari Nasser Al-Khelaiffi, bastante ligado à família al-Thani.

 



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