FIFA ameaça a Espanha de exclusão da Copa do Mundo da Rússia em 2018



Atualizada às 13:00h de 15/12/2017

 

A Espanha corre risco de ser impedida pela FIFA de participar da Copa do Mundo de 2018 na Rússia. O problema está relacionado às intervenções do governo espanhol no processo eleitoral da Real Federação Espanhola de Futebol no sentido implícito de afastar Ángel María Villar da presidência.

A entidade mundial advertiu os dirigentes espanhóis através de uma carta em que lembra que as ingerências do governo daquele país nas eleições da entidade ferem as regras do futebol e podem determinar sua suspensão como membro associado e expulsão das competições internacionais.

Villar preside a RFEF desde 1988. Governo espanhol quer o seu afastamento (foto – UEFA.com)

Villar foi reeleito em maio em pleito que está sendo questionado pelo CSD – Conselho Superior do Desporte – que pretende organizar novas eleições. O CSD conseguiu o apoio do TAS – Tribunal Arbitral do Esporte – para a revisão do processo eleitoral, decisão que inclusive endereçou ao Conselho de Estado, organismo que teria poder de dar consequência à sua deliberação.

Estes procedimentos estão sendo interpretados pela FIFA como interferência governamental inaceitável do CSD no processo eleitoral da Real Federação Espanhola de Futebol que coloca em risco a autonomia da entidade e fere o próprio estatuto da FIFA que, no artigo 13, estabelece que “cada membro deve administrar seus assuntos de forma independente e assegurar que não se produza ingerência por parte de terceiros nas suas decisões”.

Esta é a segunda vez que a FIFA ameaça a Espanha de exclusão de uma competição internacional em função da ameaça de interferência governamental no processo eleitoral da sua federação. Em 2008 a Espanha foi ameaçada de exclusão da EURO que seria disputada na Áustria e na Suíça que ela mesma acabou conquistando. O motivo era o mesmo de agora.

A seleção espanhola está no grupo B da Copa do Mundo, com Portugal, Marrocos e Irã. A equipe sob a direção de Julen Lopetegui tem estreia prevista na competição para o dia 15 de junho, contra a seleção portuguesa, em Sochi.

A Espanha foi campeã mundial na Copa de 2010 na África do Sul, mas teve campanha decepcionante no Mundial de 2014 no Brasil quando foi eliminada na fase de grupos.

 Ángel María Villar era vice-presidente da FIFA, mas foi obrigado a renunciar ao cargo que ocupou por 25 anos em função de sua prisão junto com o filho Gorki e de outros 2 dirigentes espanhóis, em julho deste ano, pela Guarda Civil espanhola sob a acusação de administração desleal, peculato, corrupção e falsificação de documentos.

 

 

 

 



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