Ex-presidente, ainda ídolo do Bayern de Munique, passa a cumprir pena em regime semi-aberto



O ex-presidente do FC Bayern de Munique, Uli Hoeness, 62 anos, conquistou o direito de ficar preso em regime semi-aberto. Assim, ele poderá sair da prisão durante o dia, 7 meses depois da condenação de 3 anos e meio de prisão por evasão fiscal. A sentença foi proferida em março de 2015. Hoeness possuía uma conta secreta na Suíça que era abastecida com fundos oriundos dos rendimentos de uma indústria de fabricação de linguiças de sua propriedade. A evasão chegou a € 28.5 milhões.

Hoeness deverá trabalhar nas divisões de base do Bayern e será obrigado a retornar à prisão em Starnberg, próxima à Munique, todos os dias às 18h onde deverá passar as noites.

Tanto a justiça bávara quanto o dirigente deixaram sempre muito claro que a questão não teve nada a ver com sua condição de presidente do Bayern de Munique.

Hoeness assinou seu primeiro contrato com o Bayern em 1970 e foi atacante da seleção alemã campeã da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974. Ele era dirigente do clube há 35 anos e assumiu a presidência em 2009 quando Franz Beckenbauer deixou o cargo e se transformou em presidente honorário. Hoeness renunciou a presidência e foi substituído por Karl Hopfner, eleito em maio de 2014.

Hoeness, mesmo preso, segue líder e ídolo do Bayern (foto - fcbayern.com)

Hoeness, mesmo preso, segue líder e ídolo do Bayern (foto – fcbayern.com)

Durante seu julgamento Hoeness declarou ao tribunal que estava profundamente arrependido do erro que cometera: “eu farei tudo o que for necessário para demonstrar que este terrível episódio para mim está encerrado”.

Independente do episódio, Hoeness continua sendo um dos maiores ídolos da torcida do Bayern de Munique. Eu mesmo testemunhei a ovação que ele recebeu da  torcida bávara ao aparecer no telão de Wembley logo após a conquista da Champions League 2012/13 na final contra o Borussia Dortmund. Ele assistira a partida discretamente num dos camarotes do estádio. Naquele momento ele já estava em meio à investigação que o levou a ser condenado.

Karl Hopfner , o atual presidente do clube, não mede palavras para definir o que Hoeness significa para o Bayern: “Ele é o coração e a alma do clube”.



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