EURO 2016: 142 jogadores dos 24 países tem origem estrangeira



A EURO 2016 apresenta uma característica internacional inédita que apenas reproduz o que aconteceu de maneira ainda mais ampla com a população europeia nas últimas décadas: sua internacionalização. Segundo um levantamento coordenado pelos jornalistas Luca Bianchin e Filippo Conticello do diário italiano La Gazzetta dello Sport, 142 jogadores dos 552 inscritos pelos 24 países envolvidos tem origem estrangeira.

As histórias são diferentes, há também casos semelhantes e até antagônicos, mas acabam produzindo situações como a do lateral da Juventus. Patrice Evra, que nasceu no Senegal, com o pai de Guiné Bissau e a mãe da Cabo Verde e que optou por jogar pela seleção francesa.

N'Golo Kanté nasceu na França, mas os pais são do Mali (foto - divulgação)

N’Golo Kanté nasceu na França, mas os pais são do Mali (foto – divulgação)

A seleção da Suíça é aquela que conta com mais jogadores “estrangeiros”: são 14 em 23 que tem pelo menos um dos pais que não nasceu na Suíça. Enquanto Shakiri, por exemplo, tem ascendência do Kosovo, Fernandes tem de Cabo Verde, Zakaria do Congo e Rodriguez tem pais da Espanha e do Chile.

A Áustria tem o caso especialíssimo do austríaco David Alaba, que joga no Bayern de Munique, filho de uma enfermeira filipina com um nigeriano de origem do grupo étnico Youruba que se tornou o primeiro soldado negro da história do exército austríaco. Há situações como as dos brasileiros Éder e Thiago Motta que assumiram a cidadania italiana.

A Croácia com seus atrevidos hooligangs apresenta situações específicas provocadas pela situação historicamente tensa e conflituosa dos Balcans. Mandzukik tem país bósnios. O zaguerio Corluka é bónio com pais croatas. Ivan Raktik nasceu na Suíça.

A Bélgica apesar de seu mal resolvido problema com parte dos imigrantes que lá residem tem na seleção uma feliz reunião de 12 jogadores com várias origens: Fellaini vem do norte da África, Yanniki Carrasco tem pai português e mãe espanhola e vários outros são oriundos da ex-colônias.

Zlatan Ibrahimovic sintetiza bem a situação do elenco da Suécia com suas origens croata e bósnia. Assim como Robin Olsen com os pais dinamarqueses, Martin Olsson com a mãe queniana e Guidetti com o avô italiano.

Ibrahimovic, 34 anos, tem   pai bósnio e mãe croata (foto - site oficial do Malmo)

Ibrahimovic, 34 anos, tem pai bósnio e mãe croata (foto – site oficial do Malmo)

A França se destaca pela mistura de descendentes do Congo, Guiné, Senegal, Marrocos, Mali e Camarões que geram espalhados principalmente pelos subúrbios de Paris e que acabam fornecendo entre 30% e 40% dos jogadores das divisões de base do país.

A Alemanha aproveita as gerações de jovens que chegaram ao país no início deste século com pais imigrantes da Polônia, de países africanos e, sobretudo, da Turquia. Jérôme Boateng tem pai ganês, o jovem Leroy Sané é filho de um senegalês, Metsut Özil nasceu na Turquia e escolheu jogar pela Alemanha.

A Inglaterra é um caso especialíssimo. Ainda que Londres seja a capital mais cosmopolita da Europa o English Team tem um único jogador que nasceu noutro país: Sterling nasceu na Jamaica, tem pais jamaicanos e se mudou para a Inglaterra com 6 anos.

A Itália tem vários jogadores provenientes da parte mais humilde do país, o “brasileiros” Éder e Thiago Motta e poucos “imigrantes” como o atacante Al Sharawi com pai egípcio e o zagueiro Ogbona e seus pais nigerianos.

A Espanha foge ao padrão de todas as demais. Apenas Thiago Alcântara, filho do ex-jogador brasileiro Mazinho, não tem origem Ibérica. Ele nasceu na cidade de Brindisi na Itália.

Thiago nasceu na Itália, filho de brasileiro e é espanhol (foto -

Thiago Alcântara nasceu na Itália, filho de brasileiro e é espanhol (foto – Cristoph Stache/AFP)

Portugal é um dos elencos mais misturados com origem no Cabo Verde, Guiné, Brasil, com Pepe, e até mesmo da própria Europa com Anthony Lopes, Rafael Gerreiro e Adrien Silva que nasceram na França e Cédric Soares que nasceu na Alemanha.

A árvore genealógica das famílias dos 552 jogadores inscritos na EURO 2016 está disponível no site da La Gazzetta dello Sport .

O senso coordenado pelos jornalistas italianos Luca Biachin e Filippo Conticello contou com a colaboração de jornalistas dos 24 países com seleções na competição.

 



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