Estudo indica que 74% dos jogadores inscritos na Copa atuam em clubes europeus



A Associação Europeia de Clubes (ECA)¹ divulgou nesta terça-feira um estudo que revela o número e a origem dos clubes envolvidos no fornecimento de jogadores para a Copa do Mundo da Rússia 2018. A entidade realiza regularmente pesquisas deste tipo relativas a todos os campeonatos nacionais disputados no continente europeu.

Os números comprovam que a força econômica dos clubes europeus se reproduz na presença maciça de seus jogadores nas seleções de todos os continentes. É inevitável portanto que o futebol praticado nas competições nacionais e internacionais daquele continente acabe normatizando o tipo de futebol praticado pelas várias seleções participantes, notadamente nos aspectos táticos. Das 32 seleções 19 são dirigidas por técnicos europeus. A Argentina, por outro lado, é o país que fornece mais técnicos. Cinco seleções são dirigidas por argentinos.

Algumas das principais conclusões do estudo podem ser resumidas da seguinte forma: 74% dos jogadores no torneio estão registrados em clubes europeus, 52% dos jogadores no torneio estão registrados nos clubes membros da ECA e 1 de cada 3 clubes que fornecem jogadores para o torneio são clubes membros da ECA.

Apenas 5 jogadores, das 14 seleções europeias classificadas, atuam em clubes de fora do continente.

A pesquisa indica que 34 clubes ingleses terão 130 jogadores na competição, 21 clubes espanhóis terão 81 jogadores, 22 clubes alemães terão 68 jogadores, 16 clubes italianos terão 58 jogadores e 7 clubes brasileiros terão 9 jogadores à disposição das seleções.

Todos os jogadores da seleção brasileira na foto são de clubes membros da ECA. (foto – CBF)

Os clubes da CONMEBOL contam com apenas 5% dos atletas inscritos.

O estudo aponta que 9 jogadores vinculados a 7 diferentes clubes brasileiros participarão da Copa e aponta também que 83% dos jogadores brasileiros inscritos pertencem a clubes membros da ECA.

Todos os 23 jogadores da seleção da Inglaterra atuam em clubes do próprio país, sendo que o Tottenham é a principal fonte com 5 deles. Vinte e oito das 32 seleções presentes ao Mundial têm pelo menos um jogador contratado por um clube inglês, mesmo que em divisões inferiores, somando 130 jogadores, mais 17% do total de inscritos na Copa. Apenas Arábia Saudita, Panamá, Rússia e Uruguai não tem jogadores de clubes ingleses.

A Bélgica e a Islândia têm apenas um jogador cada que atua em equipes domésticas.

Os clubes asiáticos são responsáveis por 11%  dos jogadores do inscritos. Os clubes da América do Norte e Central e do Caribe participarão com 54 jogadores. Os 19 jogadores selecionados dos Estados Unidos representam 11 diferentes clubes.

Manchester City terá 16 atletas na Rússia (foto – tiwitter pessoal de Lerroy Sané)

Apenas 35 jogadores atuam em clubes sul-americanos, sendo que Brasil, Argentina e Colômbia tem 3 jogadores cada um vinculados a clubes locais. No caso brasileiro são Cássio, Fagner e Geromel.

Os clubes africanos têm 21 jogadores inscritos. Todos os jogadores do Senegal jogam no exterior. A Nigéria tem apenas um jogador vinculado a um clube local.

Os clubes de fora da Europa com o maior número de jogadores são os sauditas Al-Ahli e Al-Hilal com 9 jogadores cada um.

O estudo indica que 9 jogadores vinculados a 7 diferentes clubes brasileiros participarão da Copa.

Os 20 clubes mais representados na Rússia são:

Manchester City (ING) – 16 jogadores

Real Madrid (ESP) – 15 jogadores

Barcelona (ESP) – 14 jogadores

Chelsea (ING) -12 jogadores

PSG (FRA) – 12 jogadores

Tottenham (ING) – 12 jogadores

Bayern (ALE) – 11 jogadores

Juventus (ITA) – 11 jogadores

Manchester United (ING) – 11 jogadores

Al Ahli (A.SAU)- 9 jogadores

Al Hilal (A.SAU)- 9 jogadores

Atlético de Madrid (ESP) – 9 jogadores

Monaco (FRA) -8 jogadores

Leicester (ING) – 8  jogadores

Liverpool (ING) – 8 jogadores

Al Ahly (EGI) – 7 jogadores

Arsenal (ING) – 7 jogadores

Borússia Dortmund (ALE) – 7 jogadores

Borússia Mönchgladbach (ALE)  – 7 jogadores

Sporting de Lisboa (POR) – 7 jogadores

 

¹ A ECA, fundada há exatos 10 anos e presidida atualmente pelo italiano Andrea Agnelli (Juventus), se define como “o único órgão independente que representa diretamente os clubes de futebol a nível europeu. É o representante independente e competente do futebol europeu de clubes, a força vital do futebol europeu. Ela existe para proteger e promover o futebol europeu de clubes. Seu objetivo é criar um modelo de governança mais democrático que reflita verdadeiramente o papel fundamental dos clubes. A ECA atuará para fortalecer cada um dos clubes em benefício de todos e para garantir que o futebol do clube seja reconhecido pelos tomadores de decisão como o elo mais direto com os torcedores e suas comunidades”.



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