CR7 é caro, mas também uma máquina de gerar gols, audiência e dinheiro



Cristiano Ronaldo, aos 33 anos, agora é jogador da Juventus FC de Turim. A transação girou em € 112 milhões: 100 milhões para o Real Madrid e 12 milhões para pagamento do mecanismo de solidariedade pelo direito de formação estabelecido pela FIFA. O jogador será apresentado oficialmente à torcida na próxima segunda-feira no Juventus Stadium.

Está muito claro que a iniciativa pelo fim do relacionamento de 9 anos com o Real Madrid, 450 gols, 2 títulos da La Liga, 4 títulos de Champions League, 3 títulos do Mundial de Clubes de da FIFA e 4 Bolas de Ouro partiu de Cristiano Ronaldo. Foi Jorge Mendes, seu agente, que concebeu e tornou concreta a operação. A negociação foi concluída na cidade litorânea grega de Kalamata onde o presidente juventino Andrea Agnelli iniciou o período de férias de verão com sua família.

A situação do craque português na Espanha era insuportável. Não por causa do clube, da torcida, do modo de vida que levava em Madri, mas por conta dos inúmeros problemas que ele enfrentava com o fisco espanhol. Segundo o diário El Mundo, de Madrid, mês passado, os advogados CR7 chegaram a um acordo com as autoridades tributárias espanholas para uma pena de 2 anos de reclusão e pagamento de uma multa de € 18.8 milhões por conta de um processo de evasão fiscal.

CR7 completará 34 anos em fevereiro de 2019 (foto – AFP- Filippo Monteforte)

A transação em si, é onerosa, porém longe dos  € 222 milhões pagos pelo PSG por Neymar. Mas suscita dúvidas quanto à sua racionalidade pelo fato de envolver um atleta de 33 anos e seu contrato de 4 anos de duração.

A Juventus não pensou simplesmente nestes termos ao se decidir por contratar CR7. O clube italiano evidentemente não colocou a questão financeira como prioritária neste projeto. Foi um movimento estratégico do principal clube italiano, acreditando que, associado a CR7, o clube como um todo cresce de patamar, de visibilidade, de status esportivo no cenário do futebol. O alvo não é apenas ganhar mais partidas e títulos, mas ampliar a visibilidade e o alcance midiático global da marca Juventus, .

A Juventus é o décimo clube europeu em termos de receita financeira. Segundo o relatório “Football Money League 2018” da empresa inglesa de consultoria Deloitte sua receita em 2017 foi de € 405 milhões. Nada, até então, indicava que esta realidade mudaria no curto prazo, ainda que o clube tenha participado de 2 finais de Champions League nas últimas 4 temporadas e seja 7 vezes consecutivas campeão italiano o que prova a incrível competência com que é gerido.

Andrea representa a família Agnelli no comando do clube (foto – Juventus.com)

A chegada de CR7 impulsionará a Juventus uma visibilidade cotidiana global que há muito ela não desfrutava. O craque português agregará de alguma maneira a sinergia que estabelece com seus mais de 320 milhões de seguidores nas plataformas digitais.

Na verdade, a própria Série A italiana será atingida positivamente pela chegada da personalidade internacional com mais seguidores nas redes sociais no mundo inteiro. Segundo o presidente da Liga Série A, Gaetano Miccichè, “é uma operação história para todo o esporte italiano”. Desde da oficialização do negócio o clube italiano conquistou mais de 1 milhão de novos seguidores do mundo inteiro somados no Facebook, Twitter e Instagram.

A chegada de CR7 ao futebol italiano importa para os clubes da Série A, para seus patrocinadores, para a mídia e para os torcedores. É também o que o pensa o técnico Massimiliano Allegri: “a contratação é muito importante e um salto de qualidade para todos, para a sociedade e para todo o entorno. É um grande profissional, é um valor importante. Extraordinária, especialmente para o futebol italiano”.

 

 

 

 

 



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