Como Sampaoli deverá armar o Chile para enfrentar Messi?



Como a seleção chilena pretende marcar Lionel Messi na final da Copa América 2015 neste sábado? O obsessivamente meticuloso técnico argentino que dirige a “Roja”, Jorge Sampaoli, certamente apresentará algo especial com este objetivo. Ele sabe que para conquistar o título inédito de campeã continental sua equipe precisará realizar a “partida perfeita”.

Jorge Sampaoli tem 55 anos (foto - site oficial da Conmebol)

Jorge Sampaoli tem 55 anos (foto – site oficial da Conmebol)

Os diários “Olé”, argentino, e “El Mercurio”, chileno, investem na hipótese de que Gary Medel será o escolhido para a “missão impossível”. O “Olé” arrisca uma manchete irreverente: “O Pitbull e a Pulga”, brincando com os apelidos dos jogadores em seus respectivos países. O zagueiro/volante chileno da Inter de Milão deverá ser o responsável direto pela marcação de Messi, independente do lugar em que ele se posicionar no gramado, mas principalmente pelo lado esquerdo da defesa chilena, já que Messi tem atuado preferencialmente pelo lado direito do ataque argentino.

Tudo indica que além de Medel, Sampaoli começará com Beausejour pela esquerda, Aránguiz pelo centro e Vidal pela direita, na faixa intermediária, com a função de coadjuvantes no esforço coletivo de anular Messi, através da marcação dupla. Será sempre Medel e mais um, na tentativa obstinada de evitar a marcação de apenas um jogador sobre Messi.

O prêmio oficial de melhor jogador em campo em quatro das cinco partidas disputadas pela Argentina, até agora na competição, foi de Messi. Na semifinal contra o Paraguai, mesmo sem ter marcado um único gol entre os 6 assinalados pela sua equipe, seu papel de maestro e assistente foi fenomenal.

Lionel Messi busca título inédito pela seleção principal (foto - Juan Abromata - AFP)

Lionel Messi busca primeiro título pela seleção principal da Argentina (foto – Juan Abromata – AFP)

Secundariamente Sampaoli também está preocupado com o papel de Pastore que tem dividido com Messi o papel de criação no time de Táta Martino.

O diário chileno “El Mercurio” escreve que os jogadores de Sampaoli “treinaram como leões enjaulados com fome de campeões” para a final. O problema é que do outro lado estará uma equipe que tem noção exata de que esta Copa América pode ser a última oportunidade de título internacional para muitos de seus astros. Javier Mascherano foi transparente: “chegou a nossa hora. Estamos cansados de comer m…”

Messi, Mascherano, Tévez, Demicheles, Zabaleta, Garay, Di Maria, Romero, Otamendi e Pastore jamais levantaram qualquer troféu pela seleção principal de seu país. E, não foram passear no simpático país andino.

Nenhum deles está disposto a ficar na história do futebol argentino como uma geração brilhante, mas fracassada.

 

 



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