Chile tem vitória sofrida sobre um Uruguai que aceitou a pressão



O Chile garantiu vaga na semifinal da Copa América 2015 ao vencer, com justiça, o Uruguai por 1 a 0. Foi uma vitória sofrida, obtida através de um gol de Isla – um dos melhores em campo – num chute da entrada da área, aos 35 minutos do ST, concluindo uma jogada que nasceu da saída insegura do goleiro uruguaio Muslera numa boa aérea e aproveitando uma assistência preciosa de Valdívia.

O time chileno teve incríveis 77% de posse de bola, mas não foi capaz de criar um número de chances de gol proporcional a este domínio. Ao final, chutou apenas 12 vezes ao gol adversário, que por sua vez se limitou a 5 disparos.

Jogadores chilenos celebram o gol de Isla (foto - AFP)

Jogadores chilenos celebram o gol salvador de Isla, um dos destaques individuais da partida (foto – AFP)

O jogo foi disputadíssimo, tenso, em vários momentos quase saindo do controle do árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci, mas com um número até baixo de faltas: 12 cometidas pelos chilenos contra 13 dos uruguaios.

Os cartões vermelhos mostrados a Cavani (justo, aos 17 minutos do ST) e Fucile (exagerado, aos 42 minutos do ST)), produtos de segundo cartão amarelo, acabaram sendo determinantes para a definição  do resultado. As imagens divulgadas pela mídia internacional de uma “mão boba” de Jara em Cavani poderão resultar em algum tipo de punição disciplinar por parte da Conmebol?

A provocação de Jara em Cavani aconteceu aos 17 minutos do ST (foto - AFP)

A provocação de Jara em Cavani aconteceu aos 17 minutos do ST (foto – AFP)

O Uruguai poderia ter sido mais audacioso nesta semifinal. Renunciou demais a iniciativa do jogo, recuou excessivamente suas linhas, expondo sua sóbria e eficiente retaguarda mais do deveria. Cavani não entrou no jogo tecnicamente e, pior, se revelou com os nervos à flor da pele, caindo na armadilha criada pelo zagueiro Jara, comprometendo definitivamente as forças uruguaias na busca da classificação.

Este time do Chile, jogando em casa, só será superado nesta competição por quem desafiar seu comprovadamente frágil sistema defensivo. Foi assim que o México obteve o empate na primeira fase da competição marcando 3 gols. Ao mesmo tempo a equipe de Sampaoli precisa transformar sua tradicional posse de bola durante as partidas em situações objetivas na busca do gol adversário, velha deficiência já apresentada no Mundial disputado no Brasil. A participação de Alexis Sánchez, por exemplo, ainda não é, até aqui, a que se esperava de quem brilhou tanto na última temporada da Premier League.

Isla, Vidal e Valdívia foram os destaques chilenos contra uma eficientíssima zaga uruguaia.

Até quando as partidas entre sul americanos serão palco para situações deste tipo (foto - AFP)

Até quando as partidas entre sul americanos serão palco para situações deste tipo (foto – AFP)

Na semifinal da próxima segunda-feira, em Santiago, o Chile enfrentará o vencedor de Peru x Bolívia que será realizado na noite de hoje, no estádio Germán Becker na cidade de Temuco.

O sonho chileno de conquista de seu primeiro título de campeão continental segue vivo, mas poderia ser menos dependente do clima tenso, perfeitamente dispensável, típico de partidas “organizadas” pela Conmebol.

A confusão que resultou na expulsão do técnico uruguaio Óscar Tabárez, nos últimos minutos da partida, fazem parte de uma rotina que precisa ser superada pelo futebol sul-americano.



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