Chile e Argentina farão a final da Copa América 2015. Garantia de quebra de tabu!



A classificação da Argentina para a final da Copa América 2015 contra o Chile – fruto da contundente goleada que impôs ao Paraguai por 6 a 1 na semifinal jogada em Concepción – é a garantia de que um tabu histórico será quebrado no próximo sábado em Santiago: o Chile jamais venceu a competição e a Argentina não a conquista desde 1993 quando venceu na final o México por 2 a 1 no Equador. Ambas as seleções merecem fazer esta decisão.

Angel Di Maria assinalou 2 gols contra o Paraguai (foto - site oficial da Conmebol)

Angel Di Maria assinalou 2 gols contra o Paraguai (foto – site oficial da Conmebol)

A Argentina se impôs categoricamente no segundo tempo da semifinal sobre o Paraguai para alcançar sua primeira vitória com mais de um gol de diferença no atual torneio.

Curioso que para o técnico argentino Tata Martino a atuação da equipe no segundo tempo desta partida – quando assinalou 4 gols – foi inferior a do primeiro tempo contra a Colômbia em que seu ataque passou zerado: “são coisas do futebol. Fomos mais organizados e criamos tantas chances ou mais nos primeiros 45 minutos contra os colombianos. Hoje fomos mais contundentes na segunda etapa. Esta é a segunda final destes rapazes em um ano. É verdade que não é um Mundial, mas é uma competição importante”.

Marcos Rojo assinalou seu primeiro gol pela seleção (foto - site oficial da Conmebol)

Marcos Rojo assinalou seu primeiro gol pela seleção (foto – site oficial da Conmebol)

Há oito anos a seleção da Argentina não se classificava para uma final da competição continental. A última foi em 2007, na Venezuela, quando foi derrotada pelo Brasil por 3 a 0.

A vantagem magra de 2 a 1 no primeiro tempo contra o Paraguai serviu para exibir as deficiências defensivas da equipe argentina. Não apenas pelo lance do gol de Lucas Barrios, mas pelos enormes espaços que seus defensores concederam para os atacantes paraguaios na tentativa de pressionar a marcação no campo adversário.

No segundo tempo o ataque argentino foi letal, não desperdiçando as oportunidades que foram sendo criadas, se valendo da tática suicida da equipe paraguaia que resolveu jogar de peito aberto, elevando a marcação para a linha do meio campo para delírio de alguns analistas de futebol e desespero da torcida paraguaia que passou a presenciar uma desmoralizante goleada de sua seleção.

Lionel Messi foi o grande arquiteto da goleada – participou em 5 dos 6 tentos – com um altruísmo incomum, notadamente na jogada que redundou no quarto gol quando, em meio a uma arrancada, superou Bruno Valdez com um drible por debaixo de suas pernas em ação vertical, para deixar Pastore só na frente do arqueiro Villar. Houve rebote completado por Di Maria para o gol aberto.

Messi e a torcida

A final do próximo sábado abre a chance para a Argentina, até aqui com 14 títulos, se igualar ao Uruguai com 15 conquistas na história da Copa América e será a segunda final consecutiva na competição para o técnico Tata Martino. Ele perdeu a de 2011 para o Uruguai por 3 a 0 dirigindo a seleção do Paraguai.

Lionel Messi e sua geração estão diante de mais uma oportunidade para conquistar o primeiro título pela seleção principal de seu país.



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