Chelsea troca Mourinho por Hiddink e sonha com Guardiola



Há pouco mais de um mês  este blog levantou a questão:”A estabilidade dos técnicos da Premier League já não é mais a mesma?” Naquela altura, na 12ª rodada, o Chelsea se encontrava na 16ª posição na tabela.

Pois hoje, as vésperas da 16ª rodada, e ainda na mesma desconfortável 16ª colocação, a apenas 1 ponto da zona de rebaixamento, o clube londrino anunciou a saída do técnico José Mourinho por “acordo mútuo”, o que parece indicar que não haverá o pagamento da exorbitante multa rescisória estabelecida no contrato recentemente renovado até 2017 e que poderia alcançar algo como €50 milhões. O acordo entre as partes garante que o clube manterá o salário de Mourinho até o final da atual temporada. Mourinho recebia €18 milhões anuais.

Chega ao fim o segundo ciclo do técnico português no comando do clube do magnata russo Roman Abramovich e, mais uma vez, no terceiro ano de trabalho no cargo e apenas 7 meses após o Chelsea ter conquistado o título da Premier League. O holandês Guus Hiddink será anunciado como seu substituto nas próximas horas. Hiddink já exerceu papel semelhante em fevereiro de 2009, naquele momento, sucedendo Luiz Felipe Scolari. A opção pelo holandês se explica principalmente pela sua amizade com Abramovich o que neutralizou os efeitos negativos de seu recente fracasso no comando da seleção de seu país.

 Mourinho saiu "por acordo mútuo" (foto - site oficial do CFC)

Mourinho saiu “por acordo mútuo” (foto – site oficial do CFC)

O diário espanhol “El País” garantiu na noite desta quinta-feira que Abramovich não perdeu tempo e já oficializou uma proposta a Pep Guardiola para a próxima temporada. Ainda segundo o jornal, Guardiola anunciará na próxima segunda-feira que não renovará o contrato com o Bayern de Munique.

No entanto, vale a pena lembrar que, além de convites altamente atraentes anteriores como o do Manchester City, os problemas prováveis na próxima temporada do clube londrino podem atrapalhar os planos de Abramovich em contar com Guardiola: o Chelsea não deverá disputar a Champions League, nem jogará em Stamford Bridge que estará sendo reformado.

A demissão de Mourinho não surpreendeu ninguém. Não apenas pelos maus resultados no campeonato inglês, mas acima de tudo pela inacreditável incapacidade de Mourinho superar problemas até certo ponto simplórios que se sucederam em ritmo cada vez mais acelerado nos últimos tempos. A exigência de demissão da Dra Eva Carneiro, sua relação cada vez mais inconciliável com Diego Costa, o fracasso da contratação de Radamel Falcão, a incapacidade de recuperação de melhor forma de Branislav Ivanovic, John Terry, Eden Hazard, Cesc Fábregas e a própria falta de organização tática da equipe acabaram criando um ambiente cada vez mais insuportável num clube desacostumado a tantos resultados negativos dentro do campo.

Segundo o diário “Daily Telegraph” Mourinho se valeu do termo “traição” após a derrota contra o Leicester no último final de semana por que teria sido informado por um amigo português de que o Porto recebeu a informação privilegiada de que ele não escalaria Cesc Fábregas na partida pela Champions League. Mourinho não mediu palavras para demonstrar sua revolta com o que ele considerou uma “traição”.

Hazard não está reeditando as performances da última temporada (foto - site oficial do CFC)

Hazard não está reeditando as performances da última temporada (foto – site oficial do CFC)

A decisão da mudança foi tomada numa reunião de emergência realizada na noite de ontem  pelo seleto grupo de dirigentes que cercam Abramovich: o CEO, Bruce Buck; o diretor ucraniano Eugene Tenenbaum; a diretora russa Marina Granovskaia; o diretor técnico Michael Emenalo e o secretário do clube David Barnard.

Mourinho foi informado da demissão numa reunião de apenas 10 minutos com Bruce Buck e Eugene Tenenbaum logo depois de ter almoçado com os jogadores no restaurante do CT do clube.

Em entrevista ao canal de TV oficial do Chelsea, nesta quinta-feira, o diretor Emenalo foi franco: “nos pareceu óbvio que havia uma insuperável discordância entre o técnico e o elenco. Fomos obrigados a agir. Agora, estes jogadores tem a responsabilidade de mostrar comprometimento e atuar com suor e lágrimas pelo bem do clube e levá-lo a uma posição digna na tabela”.

Emelalo é nigeriano (foto - site oficial do CFC)

Emelalo é nigeriano (foto – site oficial do CFC)

A reação da torcida, no entanto, não é unânime. A imagem de muitos jogadores está talvez até mais desgastada do que a do próprio Mourinho. Segundo Tim Rolls, líder do mais importante grupo organizado de torcedores do clube, “o certo teria sido nos livrar de jogadores problemáticos e não de Mourinho”.

A lista de técnicos desde que Abramovich adquiriu o controle acionário do clube reúne: Claudio Ranieri, José Mourinho, Avram Grant, Luiz Felipe Scolari, Guss Hiddink, Carlo Ancelotti, André Villas Boas, Roberto Di Matteo, Rafa Benitez e, de novo, José Mourinho.

 

Atualizado às 12:25h de 18/12/2015

 



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